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Gás russo continua bloqueado na Ucrânia

Gás russo continua bloqueado na Ucrânia

Estava previsto que às 7 horas TMG desta terça-feirao gás voltasse a circular através dos gasodutos ucranianos, rumo aos países europeus. Mas não. Russos e ucranianos retomaram a troca de acusações e o pro-blema regressou à estaca zero.

A Ucrânia não abriu os gasodutos para o trânsito do gás, afirmam os russos. A Gaz prom colocou condições incompatíveis, dizem os ucranianos. A União Europeia queixa-se também de que os observadores não foram autorizados a entrar onde pretendiam, nomeadamente nos postos de controlo centrais, em Moscovo e em Kiev.

A estação encarregada de abrir o fluxo de gás destinado à região dos Balcãs, Turquia e Moldávia, foi "Sudja", junto à fronteira entre a Rússia e a Ucrânia. "Nesta altura, a pressão nas condutas da estação de medição de "Sudja" está em 75 atmosferas, mas o consumo à entrada do sistema ucraniano de transporte de gás mantém-se nulo", comentava, algumas horas depois, à agência russa "Novosti", um observador internacional. O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, telefonou ao presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, para informar que o fornecimento de gás tinha sido parcialmente restabelecido, mas que o sistema de transporte da Ucrânia "está fechado".

De acordo com o vice-presidente da Gazprom, Alexandre Medvedev, "a Ucrânia não abriu a conduta principal para o trânsito de gás". "A parte ucraniana, cinicamente, informou-nos que o sistema de transporte de gás tinha sido reorientado para o consumo interno", afirmou. Conforme declarou à rádio "Ecos de Moscovo" o conselheiro do governo ucraniano para questões de energia e combustíveis, Alexandre Gudima, por razões técnicas, seriam precisas pelo menos 24 horas para normalizar o transporte de gás, e "Moscovo sabe disso e cria, artificialmente, o problema".

Oleg Dubina, director da Naftogas da Ukrania, responsável pelo transporte do metano, afirmou, por seu lado, que não era possível aceitar a proposta da Gazprom, de fazer chegar 76 milhões de metros cúbicos de gás, de "Sudja" até à fronteira da Ucrânia com a Roménia, porque isso implicaria "limitar os fornecimentos de gás às regiões (ucranianas) de Odessa, Lugansk, Donetsk e Denepropetrovsk", e considera que os russos deveriam ter enviado o gás por outro percurso, e não da estação de "Sudja". "Essa decisão só torna a situação mais tensa", afirmou Dubina.

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