Economia digital

Gémeos rivais de Zuckerberg são os primeiros multimilionários de Bitcoin

Gémeos rivais de Zuckerberg são os primeiros multimilionários de Bitcoin

Os famosos irmãos Winklevoss, que acusaram o fundador do Facebook de lhes ter roubado a ideia que levou à criação da maior rede social de todo o mundo, apostaram na moeda virtual e estão perto de entrar na lista de multimilionários da Forbes.

A Bitcoin continua a bater recordes de valorização. Esta quarta-feira, a moeda virtual acabou o dia a valer mais de 12 mil dólares, cerca de 10.170 euros. A subida deste valor referência tem sido acompanhada de grande surpresa. É que, no início do ano, valia menos de mil dólares (850 euros) e, há uma semana, ascendeu aos 11 mil dólares (9.300 euros).

Se esta valorização tem deixado meio mundo surpreendido, os gémeos Winklevoss, Tyler e Cameron, de 36 anos, há muito que seguem esta moeda, que começou a ser usada como instrumento para negócios nas partes mais obscuras da Internet.

"Se a Bitcoin é melhor que o ouro ou pode ser visto como um recurso semelhante, então poderá valer triliões. Acreditamos que são possibilidades muito reais", disse, à "CNN Money", Tyler Winklevoss, em 2015.

Os dois jovens, que participaram nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, na modalidade de remo, inspiraram o filme "Rede Social", de David Fincher, em que se conta o trama que levou à criação do Facebook.

Os irmãos acusaram Mark Zuckerberg de lhes ter roubado a ideia do portal ConnectU, quando estudavam em Harvard, e que terá levado ao desenvolvimento do Facebook. O processo, que se arrastou nos tribunais norte-americanos, acabou com o pagamento de uma compensação e a atribuição de ações da empresa, avaliadas em 228 milhões de euros.

Os gémeos colocaram 11 milhões de dólares num fundo que usavam para realizar apostas e que contava com uma ferramentas que criaram para seguir o valor da Bitcoin, o Winkdek. Os dois empreendedores também são os responsáveis pela criação de uma taxa de câmbio, a Gemini, que é utilizada como referência na análise desta moeda.

De acordo com o "Telegraph", os dois irmãos não venderam uma única moeda das 90 mil que compraram, o que resulta numa fortuna avaliada em mais de mil milhões de dólares.

Segundo o "The Verge", o inventor da moeda, que é identificado pelo pseudónimo Satoshi Nakamoto, é a pessoa com a maior fortuna nesta criptomoeda.