Mundo

Governo da Catalunha vai procurar outros "quadros legais" para organizar referendo

Governo da Catalunha vai procurar outros "quadros legais" para organizar referendo

Após o "não doloroso" do parlamento espanhol à proposta de referendo sobre a independência da Catalunha, as instituições catalãs vão procurar outros "quadros legais" para organizar a consulta, anunciou esta terça-feira o presidente do governo regional, Artur Mas.

A rejeição por larga maioria da proposta de referendo, em nome do princípio da unidade nacional, defendida pela Constituição, "não marca um ponto final, mas um ponto na linha", declarou o presidente nacionalista da Catalunha, durante uma intervenção na televisão.

Após quase sete horas de debate, os deputados rejeitaram por 299 votos contra, 47 a favor e uma abstenção o pedido do parlamento regional catalão para que fosse transferido para si a competência de organizar o referendo

"Eu não posso imaginar uma Espanha sem a Catalunha, nem uma Catalunha fora de Espanha e da Europa", disse o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, opondo-se ferozmente à realização do referendo.

No passado dia 25 de março, o Tribunal Constitucional espanhol declarou inconstitucional o projeto de referendo sobre a independência da Catalunha, consulta que os nacionalistas que governam aquela comunidade autónoma propõem realizar em novembro deste ano.

"No âmbito da Constituição, uma comunidade autónoma não pode, de forma unilateral, convocar um referendo de autodeterminação para decidir sobre a sua integração na Espanha", segundo a deliberação da instância.

O projeto para a realização de um referendo sobre a autodeterminação catalã, proposto pelo presidente da Generalitat (governo autónomo) da Catalunha, Artur Mas, para 09 de novembro deste ano, já tinha sido rejeitado pelo Governo central de Madrid.