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Governo da Venezuela anuncia reforço de cooperação militar russa

Governo da Venezuela anuncia reforço de cooperação militar russa

A Venezuela pretende reforçar a sua cooperação militar com a Rússia e espera a chegada de mais soldados desse país ao seu território, anunciaram esta quinta-feira membros do governo venezuelano em visita a Moscovo.

A Rússia enviou no mês passado para a Venezuela, de acordo com relatos da imprensa venezuelana, dois aviões que transportavam 99 militares e 35 toneladas de material bélico.

Moscovo também abriu, no final de março, um centro de treino militar para pilotos de helicóptero na Venezuela, país que há dois meses atravessa uma grave crise política, que se soma a uma crise económica e social que se vem agudizando.

"Nós cooperamos com a Rússia numa série de áreas, uma delas é a da defesa", disse o ministro venezuelano do Planeamento, Ricardo Menéndez, citado pela agência de notícias russa Interfax, à margem de um encontro russo-venezuelano em Moscovo.

"Temos uma cooperação militar e continuaremos a fortalecê-la," afirmou.

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Yvan Gil, por seu turno, revelou que "seguramente" vão chegar "outros" militares russos à Venezuela.

"Novas missões militares com certeza vão acontecer como parte dos acordos já assinados", disse, citado pela Agência RIA Novosti.

Em 2011, a Rússia e a Venezuela concluíram um acordo de cooperação militar que previa a venda de armas russas a Caracas, financiada por um crédito russo.

A Venezuela, onde o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guiado, se autoproclamou presidente interino em 23 de janeiro, tendo sido reconhecido por mais de 50 países e quase imediatamente por Washington, tornou-se um ponto de atrito adicional entre Rússia e Estados Unidos.

Nas últimas semanas esta questão da presença de militares russos tornou-se um novo ponto de ficção entre Caracas e Washington e entre norte-americanos e russos.

O presidente norte-americano, Donald Trump, instou na semana passada Moscovo a retirar os seus militares da Venezuela.

Por seu turno, o Kremlin, apoiante do presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, pediu a Trump para "respeitar" a Rússia e não se intrometer nas suas relações bilaterais com Caracas.