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Governo grego reduz em 30% salários dos ministros

Governo grego reduz em 30% salários dos ministros

O primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras, anunciou, esta quinta-feira, um "corte imediato" de 30% nos salários de todos os ministros e disse que vai "limitar ao mínimo" a utilização dos veículos do Estado.

Na primeira reunião do novo executivo de coligação tripartido, que tomou posse esta quinta-feira, o líder conservador da Nova Democracia (ND) revelou ainda que vai impedir que as televisões promovam a cobertura das reuniões do conselho de ministros.

"Sei que todos nós temos as melhores intenções. Mas não estou interessado nas intenções. Estou interessado no trabalho, nos resultados", afirmou perante a equipa de 18 ministros.

"Hoje, dentro e fora da Grécia, todas as atenções estão concentradas sobre nós. Esperam muito de nós. Pela primeira vez em algum tempo, fomentámos a esperança e não devemos trair as expetativas dos que investiram em nós", referiu ainda na primeira reunião do gabinete.

Numa referência específica à sua equipa, advertiu que "não existe estado de graça".

Temos de mostrar trabalho desde o primeiro minuto e é isso que vamos fazer", afirmou.

Numa declaração prévia, o Executivo propõe-se ainda "reduzir a zero o défice orçamental, controlar a dívida e aplicar as reformas estruturais que o país necessita".

O Governo integra elementos da ND de Samaras (vencedora das legislativas de 17 de junho mas sem maioria absoluta), independentes próximos do Partido Socialista (Pasok) e garante ainda o apoio parlamentar da coligação Esquerda Democrática (Dimar, centristas).

Dos 18 ministros do executivo, 13 pertencem ao partido conservador, cinco são tecnocratas independentes sugeridos pelos dois restantes parceiros (Pasok e Dimar). A equipa integra apenas uma mulher, a titular do Turismo, Olga Kefaloyanni, militante da ND.

Entre os responsáveis ministeriais que vão garantir maior projeção internacional destacam-se Vassilis Rapanos, presidente do maior banco do país, próximo do Pasok e que vai ocupar a pasta das Finanças na qualidade de independente, e o chefe da diplomacia, Dimitris Avramopoulos, membro da ND.

No total, incluindo vice-ministros e outros cargos, o executivo integra 38 elementos, menos dez em comparação com o anterior governo de coligação ND-Pasok, dirigido pelo tecnocrata Lucas Papademos.

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