Idai

Governo moçambicano reforça fiscalização na distribuição de alimentos

Governo moçambicano reforça fiscalização na distribuição de alimentos

O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) moçambicano anunciou que vai reforçar a fiscalização na distribuição de alimentos às comunidades afetadas pelo ciclone Idai, quando aumentam denúncias de desvios de donativos.

De acordo com a diretora-geral do INGC, Augusta Maita, o Governo moçambicano vai ser apoiado pelas equipas do Programa Alimentar Mundial (PAM).

"Nós estamos a trabalhar e ao nível da reunião de coordenação chegámos à conclusão de que por causa do histórico que temos e por causa da fase, que é mais de assistência alimentar, a organização que tem mais condições de nos apoiar, sobretudo também por causa da experiência logística que tem, é o PAM. Então, nós estamos já trabalhar com o PAM nesse sentido", disse Augusta Maita, citada esta terça-feira pelo diário Notícias.

A diretora-geral do INGC apelou aos moçambicanos para que denunciem casos de desvios de donativos, considerando que a assistência às populações afetadas tem sido um "processo absolutamente complexo".

"Ajudem-nos a monitorar, ajudem-nos a controlar, ajudem-nos a vigiar e deem-nos informação concreta sobre se há elementos de prova que digam que as pessoas estão a roubar, que é para nós agirmos", concluiu.

O ciclone Idai atingiu a região centro de Moçambique, o Maláui e o Zimbabué a 14 de março.

O número de mortos provocados pelo ciclone Idai e as cheias que se seguiram subiu para 598, anunciaram esta terça-feira as autoridades moçambicanas.

O número de pessoas afetadas pelo ciclone Idai em Moçambique subiu, relativamente ao último balanço, de 843.723 para 967.014, o que corresponde hoje a 195.287 famílias.

O grupo de pessoas afetadas inclui todas aquelas que perderam as casas, precisam de alimentos ou de algum tipo de assistência.

As autoridades atualizaram também o número de casas totalmente destruídas que ascende agora a 62.153, 34.139 parcialmente destruídas e 15.784 inundadas, sendo que a maioria são habitações de construção precária.