Mundo

Grécia ajuda os que mais sofreram com a crise e reafirma que quer pagar dívidas

Grécia ajuda os que mais sofreram com a crise e reafirma que quer pagar dívidas

O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, anunciou, este domingo, a criação de um programa de ajuda social aos que foram mais afetados pela crise no país e a recontratação dos trabalhadores da função pública que foram despedidos.

Na apresentação do programa de Governo, Alexis Tsipras explicou que o plano de ajuda imediata pretende fazer face a uma "crise humanitária", atribuindo ajuda alimentar e eletricidade gratuitas, assim como acesso aos serviços de saúde para os que "foram mais castigados pela crise".

Tsipras anunciou também que os trabalhadores cujos despedimentos violaram a lei vão ser recolocados nos postos de trabalho, entre os quais empregadas de limpeza, funcionários de universidades e seguranças das escolas.

O novo primeiro-ministro grego disse ainda que pretende reativar a televisão pública grega, encerrada em junho de 2013 e que qualificou como "um crime contra os gregos e a democracia", e aumentar progressivamente até 2016 o salário mínimo, dos 580 euros atuais para 750 euros.

No discurso no Parlamento, Tsipras afirmou ainda que a Grécia quer pagar a dívida externa - que ultrapassa 180% do Produto Interno Bruto -, mas que a soberania nacional do país não é negociável e que cabe aos parceiros europeus aceitar negociar os meios técnicos para o fazer.

Alexis Tsipras assegurou que o governo quer respeitar o compromisso feito com o Tratado de Estabilidade, mas considera que a "austeridade não faz parte desse tratado", propondo por isso um "programa de financiamento transitório" até que estejam concluídas as negociações para a criação de um plano de crescimento.

Sublinhando que o povo grego lhe deu autoridade para cancelar o "desastroso programa de austeridade", Tsipras reafirmou a intenção da Grécia ter um novo contrato com a União Europeia, que "respeite as regras da zona euro, sem incluir superávit irrealizável, que é a cara da austeridade".