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Greenpeace levou 4000 quilos de lixo para o Ministério do Ambiente em Madrid

Greenpeace levou 4000 quilos de lixo para o Ministério do Ambiente em Madrid

Doze activistas da organização ambientalista Greenpeace depositaram, nesta quinta-feira de manhã, 4000 quilos de lixo em frente ao Ministério do Ambiente e Meio Rural e Marinho, em Madrid, Espanha, como forma de protesto contra o novo projecto de lei sobre resíduos e solos contaminados.

O projecto da nova lei foi enviado pelo Conselho de Ministros ao Parlamento, na passada sexta-feira. Entre outras medidas, a nova lei estabelece um calendário para a substituição dos sacos de plástico não-biodegradáveis nas lojas até 2018.

"Esta lei de resíduos queima o futuro", lia-se num dos cartazes que os activistas empunhavam frente ao ministério e junto aos montes de lixo colocados no chão, frente à porta principal do edifício.

"Os 4000 quilos de resíduos que temos aqui equivalem ao que produzem cerca de 3000 pessoas apenas num dia, o que dá uma ideia do que pode gerar um país como Espanha sem que sejam devidamente tratados", declarou Júlio Barea, responsável pela campanha de contaminação da Greenpeace.

Segundo alegam os activistas, a pressão das comunidades autónomas e da indústria da incineração, somada à "falta de valentia" do Governo, perpectua, em Espanha, um modelo insustentável de gestão de resíduos.

A organização critica a queima de resíduos, por considerar ser a técnica de gestão mais cara e nociva, tanto para a saúde como para o meio ambiente, além de ser a opção que menos postos de trabalho gera.

Em comunicado, a Greenpeace recorda que a incineração emite substâncias perigosas, como metais pesados, dioxinas e furanos, que chegam ao ar, à água e ao solo.

Por outro lado, aquela organização advertiu que a lei proposta apresenta outras carências importantes, como é o caso das bolsas de plástico de um único uso, já que não contempla a sua eliminação e apenas faz referência à substituição do material no ano de 2018.

Após a colocação do lixo, muitos curiosos acorreram ao local para ver o que ali acontecia. Devido ao vento que se fazia sentir, o cheiro nauseabundo do lixo invadiu toda a zona circundante daquele ministério.

A polícia obrigou os activistas a se retirarem do local e camiões do serviço urbano de recolha de lixo foram chamados para proceder à limpeza do espaço.