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Greve de sexo para forçar belgas a formar governo

Greve de sexo para forçar belgas a formar governo

Numa altura em que a Bélgica está prestes a bater o recorde mundial de "desgoverno", já que não tem um executivo estável há oito meses, as esposas dos líderes políticos decidiram avançar com uma greve de sexo para forçar os políticos a chegarem a acordo e formarem um governo.

A iniciativa foi lançada, este fim-de-semana, pela senadora do Partido Socialista flamengo Marleen Temmerman, que pretende convencer as esposas de líderes políticos belgas a pararem de ter relações sexuais com os maridos.

"Se todos concordamos com a abstinência sexual, estou convencida de que podemos conseguir com que as negociações (para formar um governo) avancem mais rápido", disse Marleen Temmerman, a uma estação de rádio belga RTL.

No entanto, a greve de sexo não é a primeira iniciativa para obrigar os líderes políticos a negociarem. Há um mês, o actor belga Benoit Poelvoorde já tinha proposto a todos os homens belgas para deixarem crescer a barba, até que o governo fique estável.

Ainda assim, a proposta da greve de sexo parece ser a mais convincente.

Temmerman explica que se inspirou numa iniciativa de um grupo de prostitutas do Quénia, em 2008, que decidiu suspender os serviços sexuais, embora depois tenham recebido uma compensação financeira.

Mas, a ideia de greve de sexo é já tão antiga quanto a própria história.

O dramaturgo grego, Aristófanes, exemplificou na obra "Lisístrata" uma greve de amor na primeira representação do ano 411 a.C.

"Eu não vou ter relações [sexuais] com o meu marido ou amante até que eles parem de fazer guerra" lê-se em "Lisístrata".