Iraque

Grupo radical Estado Islâmico continua a executar pessoas

Grupo radical Estado Islâmico continua a executar pessoas

O grupo radical Estado Islâmico continua a executar pessoas de minorias religiosas e étnicas, mas também sunitas -- do seu ramo do Islão -- que não aceitam jurar-lhes lealdade, informou a ONU.

"Estamos a receber cada vez mais informações sobre ataques sistemáticos contra indivíduos sunitas que se recusam a declarar-lhes a sua lealdade", disse a porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Ravina Shamdasani.

Acrescem crimes contra grupos étnicos e religiosos não sunitas, nomeadamente assassínios, sequestros, destruição de propriedades e de locais de significado cultural e religioso.

As últimas denúncias foram relativas à execução no final de agosto de 14 idosos da minoria yazidi, após o assalto dos 'jihadistas' do Estado Islâmico a uma aldeia de Sinjar (província iraquiana de Ninive).

A ONU também tem dados sobre a execução recente de agentes das forças de segurança iraquianas e de duas dezenas de homens sunitas na província de Diyala.

A situação de violência no Iraque obrigou cerca de 1,8 milhões de pessoas a deixarem as suas casas desde janeiro.

Para continuar a ajudar a população, a ONU informou ter lançado uma nova petição para obter 315 milhões de dólares (243 milhões de euros).

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