Ataque

Botijas de gás e armas na carrinha que se fez explodir em Paris

Botijas de gás e armas na carrinha que se fez explodir em Paris

Um carro embateu contra uma carrinha da polícia, em Paris, na zona dos Campos Elísios, esta segunda-feira, antes de se incendiar. O atacante estava armado e foi prontamente imobilizado pela polícia.

Botijas de gás, uma metralhadora Kalachnikov e pistolas foram encontradas no veículo, indicaram fontes policiais. Em declarações à imprensa, o ministro do Interior francês, Gérard Collomb, precisou que explosivos foram igualmente encontrados na viatura que explodiu no momento do impacto, mas sem causar vítimas.

O ministro confirmou também a morte do condutor e autor desta "tentativa de ataque" contra as forças de segurança.

O condutor era um homem de 31 anos oriundo de um subúrbio de Paris que estava referenciado pelas autoridades. Citadas pelas agências internacionais, fontes oficiais, que preferiram falar sob anonimato, precisaram que o homem era oriundo do subúrbio parisiense de Argenteuil e que estava referenciado pelas autoridades por potenciais ligações extremistas.

Este incidente acontece cerca de duas semanas depois de um agente policial ter sido atacado junto da catedral de Notre Dame, no centro de Paris.

Nesse ataque, o agressor, que foi neutralizado pelas forças policiais e que reivindicou ser um "soldado" do grupo extremista Estado Islâmico (EI), atacou o agente com um martelo quando este patrulhava a praça em frente da catedral.

Os últimos ataques perpetrados em França têm tido como alvo as forças de ordem e um deles também ocorreu na avenida parisiense dos Campos Elísios. No passado dia 20 de abril, o polícia Xavier Jugelé, de 37 anos, foi abatido a tiro na avenida parisiense por um terrorista, num ataque que foi reivindicado pelo EI. Dois outros agentes policiais ficaram feridos no ataque, que ocorreu alguns dias antes da primeira volta das recentes eleições presidenciais francesas.

Antes já tinham ocorrido outros ataques, sem vítimas mortais, no Museu do Louvre e no aeroporto internacional de Orly que visaram militares franceses.

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