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Iraniana defensora dos direitos humanos libertada ao fim de 2 anos de prisão

Iraniana defensora dos direitos humanos libertada ao fim de 2 anos de prisão

A advogada iraniana Nasrin Sotoudeh, detida pelo regime devido ao seu trabalho na defesa dos direitos humanos desde 2010, foi perdoada e libertada.

A agência de notícias iraniana ISNA acrescentou, sem detalhar, que também foram libertadas outras pessoas, que estavam detidas devido aos protestos que se seguiram à reeleição polémica do Presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Sotoudeh tinha sido condenada a 11 anos de prisão por ter defendido presos políticos e ajudado o trabalho de defesa dos direitos humanos da vencedora do Prémio Nobel da Paz Shirin Ebadi.

A acusação oficial que lhe foi feita foi a de "conspiração contra a segurança do Estado".

Mãe de dois jovens, Sotoudeh começou uma greve de fome em outubro, que durou 49 dias, em protesto contra as suas condições de trabalho na prisão de Evian, em Teerão, os limites às visitas que a sua família lhe podia fazer e ao assédio oficial aos seus familiares.

O seu marido e a filha, então com 12 anos, foram proibidos de viajar, entre outras punições.

No último ano, Sotoudeh foi galardoada com o Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, atribuído pelo Parlamento Europeu.

Em janeiro deste ano, beneficiou de uma libertação temporária, de três dias, ao fim de mais de dois anos de prisão, depois de ter ajudado financeiramente um sítio da oposição na Internet, o Kaleme.

A Organização das Nações Unidas, a União europeia e os principais grupos de defesa dos direitos humanos apelaram à libertação de Sotoudeh, designando-a como prisioneira de consciência.

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