Itália

Itália está numa situação muito delicada, diz chefe da coligação de Esquerda

Itália está numa situação muito delicada, diz chefe da coligação de Esquerda

O chefe da coligação da esquerda italiana considerou que o país está "em situação muito delicada", depois das eleições legislativas realizadas no domingo e na segunda-feira, que se saldaram pela ausência de maioria clara no Senado.

"A esquerda ganhou na Câmara dos Deputados e mesmo no Senado, em número de votos. É evidente para todos que o país enfrenta uma situação delicada", disse Pier Luigi Bersani, na noite de segunda-feira, na sua primeira reação ao escrutínio.

Segundo os últimos resultados eleitorais, a esquerda obtém a maioria dos lugares na Câmara dos Deputados, mas não no Senado, apesar de também aqui ter conseguido a maioria dos sufrágios.

"Vamos gerir a responsabilidade que estas eleições nos deram no interesse da Itália", acrescentou Bersani.

A Itália vai encontrar-se perante uma situação inédita no país, com uma maioria de esquerda na Câmara dos Deputados e a inexistência de uma maioria no Senado.

Berlusconi não quer ainda proclamação do vencedor

A coligação de direita italiana liderada pelo ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi pediu ao Ministério do Interior que não declare um vencedor das eleições gerais realizadas no domingo e na segunda-feira.

Para justificar esta intenção, foi alegada a proximidade com a esquerda, tanto em termos de votos absolutos como da sua expressão percentual.

Durante uma conferência de imprensa, em Roma, o ex-ministro da Justiça, Angelino Alfano, secretário político do partido Povo da Liberdade, de Berlusconi, assegurou que os resultados do Ministério do Interior, que já chegam quase a 100% do escrutinado em Itália, são apenas "oficiosos" e "sujeitos inevitavelmente a uma margem de erro".

A Itália vai encontrar-se hoje perante uma situação inédita no país, com uma maioria de esquerda na Câmara dos Deputados e a inexistência de uma maioria no Senado.

Mário Monti satisfeito com resultados

O primeiro-ministro italiano em exercício mostrou-se satisfeito com os resultados eleitorais conseguidos pela coligação do centro, que lidera, que a tornam a quarta força política, apesar de uma presença quase irrelevante na Câmara dos Deputados e no Senado.

Durante uma conferência de imprensa em Roma, quando estavam escrutinados 90% dos votos, Mário Monti destacou os resultados alcançados, que considerou satisfatórios se se considerar a novidade do seu projeto político.

"A notícia da constituição desta lista foi divulgada em 4 de janeiro. Só passaram cinquenta dias e conseguimos mais de três milhões de votos. Começámos sem meios, sem uma estrutura e com uma experiência política limitada", pormenorizou.