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Italianos estão na rua a pedir a demissão de Silvio Berlusconi

Italianos estão na rua a pedir a demissão de Silvio Berlusconi

O Partido Democrata italiano convocou para, este sábado, uma manifestação em Roma para exigir a demissão do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, e defender a "reconstrução" da Itália.

Activistas ucranianas do grupo "Femen", pintadas com as cores da bandeira de Itália, juntam-se aos protestos contra o primeiro-ministro italiano. "Sílvio, estás a f*** a Itália" e "Sílvio, que raio estás a fazer" lê-se nos cartazes das mulheres que dão nas vistas na manifestação promovida, este sábado, em Roma, pelo Partido Democrático.

A acção de protesto, que tem como lema "Reconstrução, em nome do povo italiano", conta com a adesão do partido Itália dos Valores (IDV) e da maior central sindical do país CGIL.

"O nosso objectivo é reunir todos aqueles que se preocupam com o futuro do nosso país e para iniciarmos juntos uma reconstrução democrática, social e económica", explicou o secretário-geral do PD, Pierluigi Bersani.

O responsável sublinhou que durante a manifestação não serão pedidas eleições antecipadas, mas sim "uma mudança no Governo", numa referência a uma petição, promovida há vários meses pela oposição italiana, que defende a demissão de Berlusconi.

Uma vez que é proibido realizar manifestações ou outras acções de protesto no centro de Roma, os organizadores optaram por realizar a concentração na Praça de São João, que foi palco de violentos incidentes durante a manifestação do movimento dos "indignados" no passado dia 15 de Outubro.

Durante a concentração estão previstas várias intervenções. A par de Bersani e de outros responsáveis do PD, vão também marcar presença o presidente do Partido Social-Democrata alemão (SPD), Sigmar Gabriel, o candidato socialista às eleições presidenciais francesas, François Hollande, e o vice-presidente da Democracia Cristã chilena, Jorge Burgos.

O PD acredita que o protesto terá uma adesão massiva, referindo que deverão chegar à capital italiana 14 comboios e cerca de 700 autocarros com manifestantes de todo o país.

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