Salvamento na Tailândia

Jovens resgatados choraram com a notícia da morte do mergulhador Saman Kunan

Jovens resgatados choraram com a notícia da morte do mergulhador Saman Kunan

Os doze jovens e o treinador estão de luto por Saman Kunan, o ex-militar da marinha tailandesa, que morreu durante as operações de resgate. A notícia foi dada aos jovens este sábado.

Saman Kunan, que se voluntariou para ajudar no resgate dos jovens tailandeses, morreu no dia 6 de julho, enquanto instalava tanques de oxigénio na caverna inundada.

O ex-militar era praticante de triatlo e gostava de desportos de aventura. Deixou a Marinha em 2006, quando começou a trabalhar no aeroporto de Suvarnabhumi. Segundo explicaram alguns membros da Marinha, Saman nunca perdeu a ligação com os colegas e ainda continuava a participar em algumas das atividades da unidade onde tinha estado. Juntou-se às operações na gruta, voluntariamente, no dia 1 de julho.

Os doze jovens e o treinador ficaram a saber do seu sacrifício apenas este sábado, quando os médicos consideraram que estavam saudáveis o suficiente para serem capazes de processar a notícia.

"Todos choraram e expressaram as suas condolências, escrevendo mensagens num desenho de Saman. Fizeram um minuto de silêncio por ele", contou Jedsada Chokdamrongsuk, secretário permanente do Ministério da Saúde, citado pela BBC. "Também agradeceram e prometeram ser bons rapazes", continuou.

A história de sobrevivência dos rapazes, com idades entre 11 e 16 anos, e do treinador, de 25, foi seguida por milhões em todo o mundo desde 23 de junho, quando entraram na caverna de Tham Luang, onde ficaram encurralados por inundações de monções.

No dia 2 de julho, depois de nove dias na caverna, com pouca comida e luz, mergulhadores britânicos encontraram-nos. Foram retirados da gruta pela marinha tailandesa e mergulhadores estrangeiros, num esforço de resgate de três dias que terminou a 10 de julho. Dezenas de voluntários e quase 100 mergulhadores fizeram parte da operação.

Espera-se que deixem o Hospital Chiang Rai Prachanukroh na quinta-feira, embora muitos ainda estejam a tomar antibióticos. Os rapazes serão ainda vigiados, devido a sinais de sofrimento psicológico, que poderão surgir nos próximos meses. Os médicos aconselharam-nos a não darem entrevistas aos meios de comunicação, uma vez que, segundo especialistas, poderá desencadear uma reação pós-traumática.