O general William 'Kip' Ward, antigo comandante militar dos Estados Unidos para o continente africano, foi despromovido e condenado a reembolsar 82 mil dólares (65 mil euros), informaram responsáveis da Defesa.
O secretário da Defesa, Leon Panetta, "despromoveu" o antigo chefe do Africom, que tem ainda de "reembolsar 82 mil dólares ao Governo", disse à agência noticiosa francesa AFP um alto responsável norte-americano da Defesa, sob anonimato.
O general William 'Kip' Ward, de quatro estrelas, que é a graduação mais elevada do Exército dos EUA, "vai ser reformado com o posto de tenente-general", correspondente a três estrelas, pormenorizou outro alto responsável.
William 'Kip' Ward utilizou indevidamente os meios financeiros colocados à sua disposição pelo Pentágono, apurou um inquérito feito pela Inspeção-Geral da Secretaria da Defesa, que coincidiu com uma série de outros escândalos que envolvem a alta hierarquia militar dos Estados Unidos.
O diretor da CIA, o ex-general David Petraeus, foi obrigado a demitir-se na sexta-feira, por uma relação adúltera, e o chefe das forças militares internacionais no Afeganistão, o general John Allen, foi colocado em causa por ter mantido uma correspondência "inconveniente" com uma mulher casada, de 37 anos.
William 'Kip' Ward foi o primeiro oficial a dirigir o Comando África (Africom), de 2007 a 2011, um posto baseado em Estugarda, na Alemanha, e proibido de se reformar enquanto decorriam as averiguações.
Num relatório de 99 páginas, divulgado em junho, a Inspeção-Geral reprova ao general Ward ter utilizado para fins pessoais o avião colocado à sua disposição, enquanto chefe do Africom, para se deslocar a Nova Iorque ou Atlanta, ter prolongado indevidamente viagens profissionais por motivos pessoais e ainda de ter viajado com a sua esposa por 15 vezes, sem razão oficial e sem ter reembolsado os custos devidos.
No documento aponta-se uma escala nas Bermudas, em 2010, onde o casal passou a noite na 'suite' do Hotel Fairmont Hamilton Princess, que custou 747 dólares.
