Mundo

Maldivas e um dos governos líbios também cortam relações com o Qatar

Maldivas e um dos governos líbios também cortam relações com o Qatar

As Maldivas anunciaram esta segunda-feira o corte de relações diplomáticas com o Qatar pelo seu alegado apoio a grupos islamitas radicais, uma medida previamente anunciada pelo Bahrain, Egito, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos (EAU).

O ministério dos Negócios Estrangeiros disse que as Maldivas prosseguem uma política de "promoção da paz e estabilidade" no Médio Oriente e que a decisão resulta da sua "firme oposição" a atividades que encorajem o terrorismo e o extremismo.

Na Líbia, um dos três governos rivais também anunciou o corte de relações com Doha, e pelos mesmos motivos.

Mohamed al-Deri, chefe da diplomacia do governo interino líbio, associado ao parlamento instalado no leste da Líbia e reconhecido internacionalmente, anunciou a decisão.

No Cairo, as autoridades egípcias já pediram ao embaixador do Qatar para deixar o país nas próximas 24 horas, após a rutura das relações diplomáticas com o rico emirado do Golfo, acusado de apoiar a Al-Qaida, o grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI) e ainda a confraria islamita da Irmandade Muçulmana.

O encarregado de negócios egípcio em Doha também foi convocado e deverá regressar ao Cairo até quarta-feira, anunciou em comunicado o ministério dos Negócios Estrangeiros.

"O embaixador do Qatar no Egito [Saif Bin Muqaddam Al-Buainain] foi convocado à sede do ministério dos Negócios Estrangeiros (...) e foi-lhe concedido um prazo de 24 horas para deixar o país", segundo o comunicado.

O Egito anunciou também hoje a suspensão das ligações aéreas com o Qatar a partir de terça-feira, segundo um comunicado do ministério da Aviação Civil.

Seis companhias aéreas do Golfo anunciaram há hoje decisões semelhantes.

Em paralelo, a Qatar Airways suspendeu todos os voos para a vizinha Arábia Saudita até nova decisão, na sequência da rutura de relações e o encerramento das fronteiras entre os dois países, informou a companhia aérea em comunicado divulgado na sua página digital.

Na sequência da decisão inicial dos quatro Estados árabes, a que se seguiu já hoje o Iémen, os cidadãos do Qatar têm agora 14 dias para deixar a Arábia Saudita, os EAU e o Bahrain, enquanto os cidadãos destes países estão proibidos de se deslocarem ao país agora proscrito pelos seus governos.

O Cairo e Doha mantêm relações muito tensas desde o golpe de Estado militar que em 2013 destituiu o presidente islamita Mohamed Morsi.

O Qatar era um dos principais apoiantes de Morsi e denunciou o seu afastamento do poder pelo ex-chefe das forças armadas e atual presidente, Abdel Fattah al-Sisi.

O emirado do Golfo, onde está instalada a sede da cadeia televisiva Al-Jazira, condenou por diversas vezes a repressão pelo regime contra as diversas forças da oposição, ou a detenção de jornalistas desta estação noticiosa.

Em comunicado, o Qatar afirmou que a decisão sobre o corte de relações diplomáticas assenta em "calúnias que não se baseiam em qualquer prova".

No entanto, o Qatar garantiu aos cidadãos e residentes no país que o seu quotidiano não será afetado pela decisão dos países envolvidos no corte das relações institucionais.

ver mais vídeos