Espanha

Matador espanhol corneado na cara em risco de perder olho esquerdo

Matador espanhol corneado na cara em risco de perder olho esquerdo

O matador espanhol Juan José Padilla corre o risco de perder o olho esquerdo, depois de ter sido corneado na cara pelo quarto touro da tarde, na sexta-feira, durante a segunda corrida da Feira do Pilar, em Saragoça, Espanha. O toureiro encontra-se hospitalizado com prognóstico reservado. Veja o vídeo.

Juan José Padilla, de 38 anos, um dos mais famosos matadores de Espanha, desequilibrou-se depois de ter espetado o terceiro par de bandarilhas e caíu na arena, acabando por ser atingido na cabeça pelo touro. O corno entrou pela parte superior da mandíbula esquerda, tendo atingido o ouvido e o olho.

O toureiro conseguiu levantar-se e sair da mira do animal, antes mesmo que as equipas de socorro se aproximassem. Entre gritos de dor e de raiva, murmurava "Não vejo", de acordo com o canal televisivo espanhol "Canal + Toros".

A imagem de Padilla a levantar-se com a mão a tapar o rosto completamente ensanguentado causou grande impressão entre todos os que assistiam e aos profissionais que participavam no espectáculo.

De acordo com a Reuters, Marques, o touro que atingiu Padilla, acabou morto com uma espada pelo matador sénior Miguel Abellan.

Estado muito grave

Padilla foi socorrido na praça de touros da Misericórdia por uma equipa médica, que o entubou, e transportado, em estado muito grave, para o Hospital Miguel Servet, em Saragoça. Val Carrerres afirmou ao diário espanhol ABC que, em 30 anos de serviço naquela praça, "esta foi um das coisas mais tremendas" que viu.

Depois de quase seis horas de operação por uma equipa médica pluridisciplinar, continuam as dúvidas relativamente à recuperação do olho esquerdo.

Esther Saura, chefe do Serviço Maxilo-facial daquela unidade hospitalar, explicou aos jornalistas que a ferida "é muito grave", sendo que o prognóstico relativamente à recuperação do olho "muito reservada".

Padilla está internado da Unidade de Cuidados Intensivos, sedado e com ventilação assistida. Há que esperar 24 horas porque "as complicações podem sempre surgir", alertam os médicos.