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Média chineses não podem usar redes sociais como fonte

Média chineses não podem usar redes sociais como fonte

O órgão regulador da Internet na China anunciou a criação de uma longa campanha que visa a proibição da publicação de peças jornalísticas que citem redes sociais.

A Administração do Ciberespaço da China, a entidade que regula a Internet no país, quer que os órgãos de comunicação social deixem de recorrer a informações recolhidas nos chamados média sociais para publicarem ou fundamentarem notícias, avançou o jornal francês "Le Monde".

Poucos dias depois da substituição do chefe de controlo de conteúdos na Internet, Lu Wei, a China dá um novo sinal de firmeza e desconfiança sobre a liberdade de informação.

Lu Wei, aquele que era, até quarta-feira passada, o responsável máximo pelo controlo dos conteúdos que circulam na Internet e que colocou barreiras ao acesso ao mundo digital durante os três anos a que presidiu à Administração do Ciberespaço da China, foi substituído por Xu Lin, antigo ministro da Propaganda da cidade de Xangai.

A nova administração pretende fortalecer o controlo dos conteúdos publicados na Internet e punir os sites de notícias que não tenham pedido autorização antes de publicarem as peças.

Esta ação decorre da vontade do governo de combater a veiculação em larga escala de "rumores e informações falsas." Este tipo de argumento é frequentemente utilizado por Pequim para justificar a repressão dos usuários críticos do governo ou reveladores de casos de corrupção.

No ano passado, um relatório da organização norte-americana pró-democracia "Freedom House" considerou a China o terceiro país que mais restringe as políticas de acesso à Internet, entre 65 países estudados, tendo ficado atrás apenas do Irão e da Síria.

Também em 2015, a China apareceu nos primeiros lugares de uma lista elaborada pelo Comité para a Proteção de Jornalistas (CPJ), com sede em Nova Iorque, que tem como base investigações sobre táticas repressivas, que englobam leis reguladoras, restrições ao acesso à Internet, condenações aos transgressores e fustigação dos jornalistas. O país aparece em oitavo lugar, depois de ter estado durante mais de dez anos entre os três países do mundo com maior número de jornalistas presos.

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