Saúde

Medicamento contra o cancro pode ajudar casos de autismo

Medicamento contra o cancro pode ajudar casos de autismo

Uma droga usada para combater o cancro pode, em doses mais pequenas, ser eficaz na recuperação de competências sociais das pessoas que sofrem doenças do espetro do autismo.

Na investigação publicada hoje no boletim de neurociência da revista científica Nature, usou-se o medicamento Romidepsin, usado nos Estados Unidos para casos de cancro, em experiências com ratos e conseguiu-se recuperar o défice de sociabilidade nos animais.

Os ratos, a que falta um gene considerado como fator de risco para o autismo, foram sujeitos ao medicamento e os investigadores registaram melhorias nas suas capacidades sociais e de comunicação.

"Descobrimos um pequeno composto molecular que demonstra um efeito profundo e prolongado em défices sociais do tipo do autismo sem efeitos secundários óbvios", afirmou Zhen Yan, professora do departamento de Fisiologia e Biofísica da universidade de Buffalo, nos Estados Unidos.

Uma dose baixa de Romidepsin restabelece a expressão genética usando um mecanismo epigenético, ou seja, provocando mudanças sem mexer nas sequências de ADN.

Yan assinalou que "o autismo implica a perda de tantos genes" que para "recuperar os défices sociais, um medicamento tem que agir nos genes que estão envolvidos na comunicação entre neurónios".

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