Libia

Exército Nacional Líbio diz ter capturado mercenário português

Exército Nacional Líbio diz ter capturado mercenário português

Um piloto, que diz ter nacionalidade portuguesa, foi capturado esta terça-feira na Líbia. As forças leais ao comandante Khalifa Haftar, do Exército Nacional Líbio, exibiram fotos e vídeos do momento.

Em comunicado divulgado pela agência turca de informação Anadolu, forças militares leais a Haftar garantiam ter abatido um avião leal ao Governo de Acordo Nacional - reconhecido pela comunidade internacional - nos céus de Tripoli, alegadamente pilotado por um português.

"O piloto, de origem portuguesa, foi detido", explicava um comunicado enviado à agência turca.

Nas redes sociais do exército nacional Líbio, foram exibidas diversas imagens deste homem, desde o momento da captura, ao transporte para as instalações onde recebeu tratamento. Numa das imagens, o português surgia ao lado do chefe da operações militares de Benghazi, Abdul-Salam Al-Hassi.

Num outro vídeo publicado na Internet, o piloto identificava-se como Jimmy Reis e dizia ter 29 anos.

O avião abatido será um caça Mirage, um avião de fabrico francês.

Ana Gomes pede intervenção do Governo português

Através da sua conta no Twitter, a eurodeputada Ana Gomes reagiu à situação, apelando à intervenção do ministério dos negócios estrangeiros. "Se o piloto é português, MNE tem de pressionar Macron para que trate de convencer o seu apoiado Heftar a libertar o homem para tratamento", escreveu no Twitter.

Líbia mergulhada em indefinição política

Presentemente, a Líbia está a contas com um conflito interno que opõe o Exército Nacional Líbio (ENL), do marechal Khalifa Haftar, o homem forte do Leste, que, após apoderar-se de Sebha - capital da província do sul do país, situada a 650 quilómetros de Tripoli - sem combates, depois de ter obtido o acordo das tribos locais, lançou uma ofensiva, em 4 de abril, para conquistar a capital, a sede do Governo de Acordo Nacional (GAN), reconhecido pelas instâncias internacionais. As forças leais ao GNA e as do ENL confrontam-se na zona sul da capital e ainda a sul de Tripoli.

Além disso, a missão da ONU na Líbia tem advertido " todos os líbios e a comunidade internacional" de que os grupos terroristas - entre eles, o Estado Islâmico - "exploram qualquer oportunidade, incluindo os atuais combates em Tripoli, para alargar a sua presença no país ".