Síria

Merkel rejeita participação da Alemanha em eventual ação militar contra Síria

Merkel rejeita participação da Alemanha em eventual ação militar contra Síria

A chanceler alemã, Angela Merkel, rejeitou a possibilidade da Alemanha participar numa eventual intervenção militar contra a Síria, mas sublinhou que a comunidade internacional está obrigada a dar uma resposta clara.

Merkel disse que a Alemanha "só pode participar numa operação militar com mandato" da ONU, NATO e União Europeia, porém sublinhou que as forças militarizadas alemãs não "participariam numa ação militar".

Hoje, os ministros dos Negócios Estrangeiros da Liga Arábe, reunidos no Cairo, no Egito, apelaram à ONU e à comunidade internacional para que "assumam as suas responsabilidades", em conformidade com a Carta das Nações Unidas e o Direito Internacional.

Pretendem os ministros que a comunidade internacional crie "medidas para dissuadir os autores dos crimes hediondos" praticados pelo regime de Bachar al-Asad, a 21 de agosto, que provocaram centenas de mortes em Damasco, capital síria.

Pediram ainda que sejam "fornecidas todas as formas de apoio para que a população síria se possa defender" num conflito iniciado em março de 2011.

Na Jordânia, que tem fronteiras com a Síria, o primeiro ministro, Abdalá Ensur, anunciou que o seu país "não fará parte de uma guerra" nem servirá de plataforma para lançar ataques.

Por seu lado, os grupos opositores sírios pediram hoje ao Congresso dos Estados Unidos que autorize a intervenção militar proposta pelo presidente norte-americano, enquanto o presidente sírio disse que "as ameaças" de Washington não o vão demover de "lutar contra o terrorismo", como classifica os grupos rebeldes.

"A Síria é capaz de fazer frente a qualquer agressão estrangeira, do mesmo modo que está a fazer contra a agressão interna".

A Rússia, principal aliado da Síria, pediu a Obama que, como prémio Nobel da Paz, pense em "futuras vítimas".

O presidente russo, Vladimir Putin, declarou que a cimeira do G20, em São Petersburgo, será uma boa ocasião para o diálogo.

O porta-voz da ONU, Martin Nesirky, referiu que o secretário geral do organismo, Ban ki-moon, reunirá com os 10 membros não permanentes do Conselho de Segurança.

Nesirky disse igualmente que só uma missão de especialistas poderá aquilatar "de forma imparcial e credível" o eventual usso de armas químicas na Síria, que os Estados Unidos garantem existir.

O secretário de Estado John Kerry frisou hoje que os Estados Unidos têm provas - mostras de sangue e de pele - do uso de gás sarin no ataque ocorrido nos arredores de Damasco, capital síria, a 21 de agosto, que provocou 1.429 mortes.

A França, a única nação que, de forma aberta, anunciou que acompanhará os Estados Unidos na ação, comunicou que, nos próximos dias, apresentará documentos.