Venezuela

Milhares manifestam-se em Caracas contra proclamação da vitória de Maduro

Milhares manifestam-se em Caracas contra proclamação da vitória de Maduro

Milhares de apoiantes da oposição manifestaram-se ao fim do dia de segunda-feira nas ruas de Caracas contra a proclamação de Nicolás Maduro como vencedor das eleições presidenciais venezuelanas, constataram jornalistas da AFP.

Em resposta ao apelo do candidato derrotado, Henrique Capriles, que exige a recontagem dos votos, a maior parte dos manifestantes usavam, de modo barulhento, tachos, panelas e outros utensílios de cozinha, um modo de protesto frequente na América do Sul, em vários bairros da capital.

"Estamos aqui porque nos roubaram o voto", disse uma mulher de 60 anos.

Os manifestantes, que exibiam bandeiras venezuelanas, deitaram-se no chão frente às forças da ordem.

Em vários locais de Caracas, os polícias fizeram disparos de gás lacrimogénio para dispersar os manifestantes, ainda segundo os repórteres da AFP.

"O que fizeram foi anticonstitucional", disse outra manifestante, dentista, em referência à proclamação da vitória de Maduro como vencedor das eleições pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

O delfim do defunto presidente Hugo Chávez foi creditado de 7.563.747 votos (50,75% dos sufrágios) e Capriles de 7.298.491 (48,97%), afirmou a presidente do CNE, Tibisay Lucena, em declaração que o líder da oposição pediu que não fosse feita antes de se proceder à recontagem.

Lucena acrescentou que Maduro deverá "completar o período constitucional de seis anos" em 2019, num mandato que foi iniciado em 10 de janeiro, por Hugo Chávez, falecido em 05 de março.

A dirigente do CNE disse ainda que participaram na votação 14.967.737 eleitores dos 18.904.364 registados, o que significou uma taxa de 79,17%.

Governador do Estado de Miranda, Capriles, que se considera lesado, apelou aos seus apoiantes para que se manifestassem, de forma pacífica, a partir de segunda-feira.

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