Venezuela

Milhares prestam homenagem a Chávez no "Museu da Revolução"

Milhares prestam homenagem a Chávez no "Museu da Revolução"

Milhares de apoiantes de Hugo Chávez mostraram-se, este domingo, emocionados após a peregrinação ao túmulo do ex-presidente da Venzuela no "Museu da Revolução", em Caracas.

Os restos mortais do antigo chefe de Estado encontram-se agora num sarcófago de mármore numa sala do edifício do "Museu da Revolução", onde continuam a chegar apoiantes.

"É tempo de prestarmos o nosso respeito. O meu coração sobressaltou-se quando vi o sarcófago de Chávez, mas depois lembrei-me com alegria de tudo o que ele me deu", disse à France Presse Lino Mejia, 72 anos, que viajou de Lara, a Oeste de Caracas, para o último adeus ao ex-presidente.

No centro de uma sala com colunas clássicas, Mejia e os outros apoiantes de Chávez não têm alternativa senão verem de longe o sarcófago, guardado por dois soldados.

Na entrada, as autoridades pedem aos visitantes para não se aproximarem e para não tirarem fotografias.

O corpo de Chávez encontra-se no Museu Militar, para onde foi transportado pelas ruas de Caracas, acompanhado de milhares de apoiantes.

"Hugo Chávez - Supremo líder da revolução bolivariana", é a frase inscrita no túmulo e que evoca Simon Bolívar, herói da Independência e inspirador do presidente venezuelano, que morreu aos 58 anos vítima de cancro.

Na sala do sarcófago há uma imagem de grande dimensão de Simon Bolívar, fotografias de Chávez e algumas palavras de ordem do ex-presidente estão gravadas nas paredes.

Há fotografias de Chávez com Fidel Castro, líder da revolução cubana, com o futebolista argentina Diogo Maradona e ainda uma outra imagem do ex-presidente venezuelano acompanhado de Naomi Campbell, modelo britânica.

No exterior do edifício que agora se chama "Museu da Revolução", a guarda de honra dispara uma salva todos os dias às 16.25 horas (20.55 horas em Portugal continental), a hora exata em que morreu Hugo Chávez.

Em Caracas, apoiantes de Chávez defendem que o corpo do ex-presidente deve ser transladado para o Panteão Nacional, onde se encontra sepultado Simon Bolívar.

Na terça-feira, o partido no poder adiou a discussão no Parlamento sobre a possibilidade de uma revisão da Constituição sobre o assunto porque a trasladação para o panteão só pode ser efetuada após 25 anos passados sobre a morte da individualidade.

As eleições presidenciais na Venezuela estão marcadas para o dia 14 de abril.

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