Detenção

Militar norte-americano planeava ataque terrorista em massa

Militar norte-americano planeava ataque terrorista em massa

Christopher Paul Hasson começou a armazenar armas e drogas desde 2017 com o objetivo de matar políticos e jornalistas norte-americanos. Se não tivesse sido descoberto e detido, o plano seria ainda mais devastador: "Sonho com uma forma de matar quase todas as pessoas na Terra".

Tem 49 anos. Tenente na Guarda Costeira dos Estados Unidos da América, já tinha passado pelos Marines e pela Guarda Nacional Militar. Assume-se como supremacista branco. Um homem obcecado pela violência extrema. Foi detido na passada sexta-feira, conta-nos o "The Washington Post", e ficará preso enquanto decorrer o julgamento.

"O arguido pretende matar civis inocentes numa escala raramente vista neste país", garante a investigação, nos documentos apresentados em tribunal e aos quais aquele jornal teve acesso.

O FBI encontrou um arsenal de vários tipos de armas e drogas na casa Hasson, natural de Silver Spring, no Estado de Maryland. Estava destacado em Washington desde 2016.

Defensor dos ideais neo-nazis, Hasson encontrou também inspiração no manifesto de 1500 páginas escrito por Anders Breivick, que, em 2011, matou 77 pessoas na ilha de Utoya, na Noruega. Aliás, um dos propósitos deste manifesto era, precisamente, o de inspirar outros a realizar ataques semelhantes. Breivick foi condenado a uma pena de 21 anos de prisão.

Na lista de alvos de Hasson estavam vários congressistas democratas e jornalistas de algumas das principais cadeias de televisão norte-americanas. Os nomes estavam identificados num documento de Excel criado no passado dia 19 de janeiro. Na Internet, fez buscas com formulações como "os melhores sítios em [Washington] DC para ver membros do Congresso" e "guerra civil se Trump for destituído". Na conta de e-mail, entre outros dados, foi encontrado um rascunho onde escreveu como sonhava em "matar quase todas as pessoas na Terra".

A Guarda Costeira anunciou de imediato a expulsão de Christopher Paul Hasson, mas recusou fazer mais declarações.