recolher obrigatório

Militares do Burkina Faso anunciam recolher obrigatório

Militares do Burkina Faso anunciam recolher obrigatório

As forças armadas do Burkina Faso anunciaram a dissolução do Governo e do Parlamento, a instauração de um recolher obrigatório e a criação de um órgão de transição.

As decisões foram divulgadas numa conferência de imprensa depois de um dia de tumultos contra o presidente Blaise Compaoré.

Os poderes executivos e legislativos serão assumidos por um órgão de transição, que será criado "em concertação com todas as forças vivas da nação" e cujo objetivo é um "regresso à ordem constitucional" num "período de 12 meses", segundo um comunicado do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Nabéré Honoré Traoré, lido por um oficial na conferência de imprensa.

Um recolher obrigatório é imposto "sobre o conjunto do território entre as 19 e as 6 horas", para "preservar a segurança das pessoas e bens", adianta o texto.

A decisão de Compaoré rever a Constituição para prolongar o mandato presidencial levou a protestos no Burkina Faso, que atingiram níveis sem precedentes esta quinta-feira, quando estava prevista a votação das alterações constitucionais no Parlamento.

Alguns dos manifestantes que protestavam junto ao Parlamento conseguiram romper a barreira policial e entrar no edifício, tendo saqueado gabinetes e deitado fogo a documentos.

A União Europeia e a União Africana declararam esta quinta-feira a sua preocupação com a situação no Burkina Faso e apelaram à calma no país, cujo presidente está há 27 anos no poder.