Tiananmen

Militares riam-se enquanto disparavam sobre manifestantes em Tiananmen

Militares riam-se enquanto disparavam sobre manifestantes em Tiananmen

Os militares trazidos das regiões chinesas, em 1989, para reprimirem os manifestantes pró-democracia na Praça Tiananmen, riam-se enquanto disparavam sobre estes, revelam documentos desclassificados na terça-feira pelos EUA por ocasião do 25.º aniversário do massacre.

Os documentos, divulgados pelo Arquivo de Segurança Nacional da Universidade George Washington, obtidos ao abrigo do Lei da Liberdade de Informação, mostram a difusão de caos e confusão depois de as autoridades reprimirem o movimento estudantil na noite de 3 para 4 de junho de 1989.

Um documento militar norte-americano classificado cita uma fonte não identificada, que observava a Praça Tiananmen a partir de um quarto de hotel e que designou a repressão como "brutal" e com a intenção de causar baixas elevadas.

Os militares pertencentes ao 27.º Exército, que não falavam o dialeto de Pequim, "estavam a rir e a disparar ao acaso contra qualquer ajuntamento de pessoas que vissem", escreve-se no documento, citando aquela fonte.

Há estimativas da quantidade de civis desarmados mortos pelos militares nesta noite que excedem os mil.

O governo chinês tem procurado apagar memórias públicas do massacre e intensificou a vigilância, a censura e as detenções de ativistas no período anterior à passagem do seu 25.º aniversário.

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