Reino Unido

Moção de censura a Theresa May falhou

Moção de censura a Theresa May falhou

A moção de censura ao Governo de Theresa May apresentada pelo Partido Trabalhista foi chumbada, esta quarta-feira, no Parlamento britânico, em Londres, com 306 votos a favor e 325 contra.

A moção foi apresentada na terça-feira à noite pelo Partido Trabalhista, depois de a Câmara dos Comuns ter chumbado, por 432 votos contra e 202 a favor, o acordo negociado durante 17 meses pelo executivo de May com Bruxelas para a saída do Reino Unido da União Europeia - a pior derrota infligida a um governante britânico desde a década de 1920 -, quando faltam menos de três meses para a saída do Reino Unido da UE, marcada para 29 de março.

Submetida a votação pelas 19 horas, a moção de censura, que o Governo venceu por uma margem de 19 votos, tinha poucas hipóteses de ser aprovada, já que o Partido Conservador de May e o pequeno partido unionista norte-irlandês DUP, seu aliado, apesar de ter abandonado a coligação e votado contra o acordo de "Brexit", cerraram fileiras e dispõem, juntos, de maioria absoluta.

No início do debate desta tarde, o líder do partido da oposição no Reino Unido lembrou a "estreia" que May experimentou na terça-feira com a "pior derrota" de um Governo "da história da democracia" britânica.

Corbyn referia-se à rejeição, por 432 votos contra e 202 a favor, do acordo entre o Governo de Londres e Bruxelas para a saída do Reino Unido da União Europeia, que esteve na base da moção de censura que será votada na Câmara dos Comuns hoje ao final da tarde.

Para o líder trabalhista, o Governo de Theresa May perdeu, não só a "confiança" do parlamento, mas também dos seus aliados do Governo, o Partido Unionista Democrático (DUP), cujos dez deputados permitem à primeira-ministra governar.

"O Governo não pode governar e não consegue o apoio do parlamento na questão mais importante para o nosso país," considerou Corbyn, que garantiu que qualquer outro primeiro-ministro na situação de Theresa May teria resignado e convocado eleições, opção que defende o Partido Trabalhista.

No entanto, a primeira-ministra respondeu a Corbyn que eleições gerais seriam "o pior" que podia acontecer neste momento no Reino Unido, dizendo que o país precisa de unidade e eleições trariam "caos" e atrasos "quando o que é preciso é seguir em frente".

A chefe do Governo lembrou que o Parlamento aceitou o referendo sobre o Brexit e o seu resultado e pediu a ativação do artigo 50 do Tratado de Lisboa, que deu lugar as negociações com a UE para a saída do Reino Unido, e agora deve "terminar o trabalho".

"É o que os cidadãos esperam," disse, reiterando a sua rejeição de uma nova consulta.

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