Alta-costura

Modelo que veste 34 rejeitada pela Louis Vuitton por ser "muito grande"

Modelo que veste 34 rejeitada pela Louis Vuitton por ser "muito grande"

A modelo dinamarquesa Ulrikke Hoyer, de 20 anos, acusa a marca francesa Louis Vuitton - que produz bolsas e malas de viagem - de a ter deixado de fora de um desfile por ser "demasiado grande". O que está a causar polémica é o facto de a modelo vestir os tamanhos 34 e 36.

A atriz ia participar num desfile da marca, em Quioto, Japão, a 14 de maio (domingo) e já estava no país quando lhe foi dito que não poderia integrar o espetáculo.

Segundo Ulrikke Hoyer, uma das responsáveis pelo "casting", Alexia Cheval, aconselhou-a, na quinta-feira, a beber apenas água e a não ingerir alimentos durante as 24 horas seguintes, que antecediam a prova das roupas, de forma contornar a "barriga e cara inchadas". No entanto, a prova acabou por não acontecer, já que, apesar de até ter cumprido o que lhe foi pedido, Hoyer foi dispensada entretanto.

De acordo com o relato tornado público, na quinta-feira à noite, depois do raspanete, a modelo faltou a um jantar de grupo para ficar em casa a "passar fome na cama".

"Não queria sentar-me e comer em frente a uma mulher que tinha dito que eu não precisava de comida (...) Acordei às duas da manhã cheia de fome. O pequeno-almoço começava às 6.30 horas e eu comi o mínimo possível. Estava com medo de encontrar a Alexia e a minha sorte foi que ela só chegou às oito, quando já tinham levantado o meu prato da mesa. Ela disse-me bom dia e às outras raparigas e depois olhou para mim, depois para o meu prato inexistente e para mim outra vez. Estava a verificar se eu tinha comido", continuou a modelo.

No fim do dia de sexta-feira, recebeu, por telefone, pela sua agência na Dinamarca, a informação de que a Louis Vuitton tinha decidido cancelar a participação no desfile.

No Facebook - onde partilhou fotografias suas em roupa interior para mostrar como estava o seu corpo no dia em que foi rejeitada pela marca - a modelo disse ter sido "humilhada" e considerou-se vítima das "exigências e expectativas colocadas às modelos de alta-costura".

Deu ainda graças pela maturidade que tem e que lhe permite encarar este tipo de crítica de forma consciente e, dentro dos possíveis, mais relaxada. Estou feliz por ter 20 anos e não ser uma rapariga de 15 anos que é nova nisto e insegura, porque não tenho dúvidas de que teria acabado muito doente e traumatizada na minha vida adulta", constatou.

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