Violência

Morta à facada enquanto passeava os cães. Mais um crime que choca Espanha

Morta à facada enquanto passeava os cães. Mais um crime que choca Espanha

Saiu para passear os cães, tal como fazia todos os dias, mas nunca mais voltou. O corpo de Míriam Vallejo, de 25 anos, foi encontrado coberto de facadas numa localidade às portas de Madrid e as autoridades ainda não sabem o que aconteceu.

A jovem tinha-se mudado para Meco, uma pequena localidade a 40 minutos de Madrid, em outubro. Foi encontrada por um casal, na quarta-feira, no meio de um caminho muito utilizado pelos praticantes de atletismo e ciclismo. As autoridades mantêm todas as hipóteses em aberto, estando inclinadas para um possível ataque com motivos sexuais.

Segundo explica o jornal "ABC", o assassino ou os assassinos de Mimi, como era carinhosamente tratada por familiares, não se preocuparam em esconder o corpo da rapariga. Estava estendido no chão, facilmente visível para qualquer pessoa que lá passasse.

Cenário de extrema violência

O alerta foi logo dado pelo casal que foi confrontado com o corpo de Mimi. Segundo fontes próximas da investigação, a rapariga teria pelo menos 30 facadas espalhadas pelo corpo. Outras fontes são mais cautelosas e apontam para cerca de 10. A facada fatal terá atingido o peito da vítima. As feridas nas mãos e as unhas partidas são a prova de que ainda se terá tentado defender.

Não foi descartada a possibilidade de os cortes e os ferimentos terem sido causados depois de o corpo ter sido arrastado para o local onde foi encontrado. O facto de os cães permanecerem junto ao corpo da mulher sustenta a ideia de que o crime aconteceu naquele local ou num outro sítio próximo.

"A polícia disse que era muito estranho os cães não terem atacado os agressores. Eles são grandes", disse, citada pelo jornal "El Español", uma vizinha da vítima. Assim, a hipótese de o autor os os autores dos crimes serem conhecidos de Mimi não foi colocada de parte. Os animais foram levados para um centro local.

O corpo da vítima foi levado para o Instituto Anatómico de Henares, onde vivem os seus familiares. A autópsia será determinante para se perceber se houve violação.

Longe da arma do crime

Até ao momento, não foi encontrada a arma do crime. Numa gasolineira próxima, as autoridades encontraram uma camisola manchada, que poderá pertencer à vítima. A polícia está também a analisar possíveis predadores sexuais que vivam naquela zona.

A jovem, que tinha trabalhado na Zara e como voluntária da Proteção Civil, não estaria de momento envolvida em qualquer relação amorosa. Ainda assim, alguns jovens que a conhecem garantem que ela se mudou para Meco para fugir a um rapaz.

"Há um sentimento de medo e a sensação de insegurança", disse Vanessa Sánchez, responsável camarária de Villanueva. "Só queremos ver tudo resolvido porque estamos muito comovidos com o que aconteceu", acrescentou.

Em Espanha, o crime está a ser comparado com o de Laura Luelmo, a jovem que em dezembro foi assassinada por um vizinho, quando se preparava para ir ao supermercado. Também em Espanha, está a ser investigado o caso de uma jovem paraguaia que terá sido assassinada e queimada pelo marido.

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