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NATO diz que uso de armas químicas não ficará sem resposta

NATO diz que uso de armas químicas não ficará sem resposta

A NATO considera "inaceitável" o uso de armas químicas na Síria, responsabiliza o regime de Damasco e defende que tal "ameaça à segurança e paz internacional" não pode ficar sem resposta, afirmou hoje o secretário-geral da Aliança Atlântica.

Numa declaração divulgada após uma reunião em Bruxelas com os embaixadores dos países aliados, Anders Fogh Rasmussen referiu que a NATO lamenta que as autoridades de Damasco não tenham proporcionado acesso seguro e imediato aos inspetores da Nações Unidas, mas sublinha que é o regime sírio que tem custódia dos "stocks" de armas químicas, "e a informação disponível, a partir de uma série de fontes, aponta para o regime sírio como responsável pelo uso de armas químicas".

Segundo o secretário-geral da NATO, esta "clara violação" da prática e das regras internacionais há muito estabelecidas "não pode ficar sem resposta" e "os responsáveis devem prestar contas".

"Continuaremos a analisar de perto a situação na Síria e a NATO continuará a assistir a Turquia e a proteger a fronteira sudeste da Aliança", conclui Rasmussen na declaração divulgada em Bruxelas.

O enviado especial da Liga Árabe e das Nações Unidas para a Síria, Lakhdar Brahimi, disse hoje aos jornalistas em Genebra que foi usada uma "substância" química no ataque de 21 de agosto, que provocou centenas de mortos nos arredores de Damasco.

"Tudo indica que uma qualquer substância química foi usada e matou muita gente. Centenas. Seguramente mais de 100, algumas pessoas dizem 300, algumas pessoas falam de 600, talvez 1.000, talvez mais de 1.000", disse Brahimi em conferência de imprensa.

O enviado especial da Liga Árabe e da ONU disse ainda que qualquer ação militar internacional na Síria só pode ser levada a cabo depois de aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

"Eu penso que a legislação internacional é clara. A lei internacional diz que ações militares são tomadas após decisão do Conselho de Segurança", afirmou.

Os inspetores das Nações Unidas dirigiram-se hoje para o local onde se registou o suposto ataque químico nos arredores de Damasco depois de a missão ter sido suspensa na terça-feira, por motivos de segurança.