Tensão

Navios dos EUA passam no Estreito de Taiwan, China pode não gostar

Navios dos EUA passam no Estreito de Taiwan, China pode não gostar

Dois navios de guerra dos Estados Unidos navegaram no Estreito de Taiwan, informou o Ministério da Defesa de Taiwan, numa operação que poderá provocará indignação em Pequim, que reivindica a soberania sobre esse braço de mar.

Os navios entraram na quarta-feira no estreito pela entrada sudoeste, de acordo com uma indicação do Ministério da Defesa de Taiwan, que não especificou a identidade destes barcos.

O Estreito de Taiwan fica localizado no Mar da China Meridional.

O exército taiwanês "vigia de perto todo o processo e movimentos no espaço aéreo e nos mares vizinhos, de acordo com os protocolos destinados a manter a paz e a estabilidade na região", referiu o ministério.

A Marinha dos EUA conduz rotineiramente as chamadas operações de "liberdade de navegação" no estreito que separa a China continental de Taiwan, o que tem causado respostas musculadas de Pequim. De acordo com os media de Taiwan, a passagem dos navios norte-americanos na quarta-feira é a quinta desde o começo do ano.

Os chineses consideram Taiwan como parte de seu território. No entanto, a ilha tem desde 1949 um governo independente, que foi formado após a guerra civil e a implantação do comunismo na China.

Taiwan tem a sua própria bandeira e moeda, mas não é reconhecida como um estado independente pela ONU.

Pequim ameaça recorrer à força em caso de proclamação de independência da ilha ou de uma intervenção externa.

Neste contexto, Pequim considera a passagem de navios estrangeiros no estreito como uma violação da sua soberania.

Os EUA e outros países, no entanto, veem este braço do mar como parte de águas internacionais e, portanto, aberto a todos.

A entrada de uma fragata francesa no estreito, no início de abril, deu origem a um incidente naval entre a França e a China, quando os navios chineses "ordenaram a partida do navio francês".

Washington rompeu relações diplomáticas com Taipei em 1979 para reconhecer Pequim, mas continua a ser o aliado mais poderoso da ilha e o seu principal fornecedor de armas.