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O "assassino silencioso" que pode levar à extinção da espécie humana

O "assassino silencioso" que pode levar à extinção da espécie humana

Se não for colocado um travão na perda da biodiversidade no mundo, a espécie humana pode assistir à sua própria extinção. O alerta é da diretora executiva da Convenção das Nações Unidas para a Diversidade Biológica, que, na terça-feira, vai reunir 196 estados-membros em Sharm el Sheikh, no Egito, para debater a destruição dos ecossistemas.

As estruturas internacionais devem, no prazo de dois anos, garantir um acordo que consiga travar a perda da diversidade biológica na Terra, avisou Cristiana Pașca Palmer, que descreveu a ameaça da biodiversidade como um "assassino silencioso", tão perigoso para a preservação da Natureza e para a continuidade da humanidade como as mudanças climáticas. Silencioso porque, ao contrário do que acontece com o aquecimento global, não faz sentir impactos imediatos. "Em relação à perda da biodiversidade, não é claro mas, na altura em que estiver a acontecer, já poderá ser demasiado tarde", disse a especialista em entrevista ao "The Guardian" no início do mês.