Espanha

O "Monstro de Raval", suspeito da bárbara violação de portuguesa em Barcelona

O "Monstro de Raval", suspeito da bárbara violação de portuguesa em Barcelona

O suspeito de espancar e violar uma mulher portuguesa em Barcelona é conhecido como o "Monstro de Raval". Assim apelidado pelos moradores daquele vibrante e moderno bairro da Cidade de Condal, que por várias vezes alertaram para o perigo que aquele homem de 32 anos podia representar.

O "Monstro de Raval" tem mais do que um nome. Pode chamar-se Omar, Pascal ou Sebi. A ficha policial não esclarece. É um francês de origem argelina que nos últimos tempos tinha causado inúmeros problemas naquele bairro catalão, muito visitado pelas Ramblas e pelo Mercado La Boqueria.

"Há uns dias denunciamos que este homem, que necessitava de ajuda social e sanitária urgente, estava a causar problemas violentos em Raval. Comunicou-se ao ayuntamento (câmara). Nada", escreve uma moradora, Núria González López, no Twitter. "É o mesmo homem que foi detido como presumível autor da violação de Drassanes", acrescenta, referindo-se ao local onde uma mulher portuguesa, de 37 anos, foi agredida e violada.

O suspeito principal é o "Monstro de Raval". A polícia chegou a Omar através de um botão que encontrou no local do crime, os jardins do Museu Marítimo de Barcelona, outra das atrações turísticas daquele bairro. O botão coincide com aqueles do casaco que o homem usava quando foi abordado, e detido, pela polícia, após mais uma queixa dos moradores.

É o único suspeito de uma violação bárbara. Arrancou a orelha da mulher com uma dentada, rebentou-lhe os lábios, partiu-lhe um braço e deixou-lhe o corpo coberto de hematomas. Foi precisa muita força e muita vontade para conseguir escapar à força bruta do "Monstro de Raval".

A Guarda Urbana encontrou a mulher a chorar, em choque, sem conseguir sequer falar. Foi atendida pelos Serviços de Emergências Médicas e transportada para o Hospital Clínico de Barcelona. No local da violação, foi encontrada a orelha, conservada em gelo para ser reconstruída cirurgicamente.

Um mendigo diz ter visto o agressor e a vítima falar, no dia da violação, antes de lhes perder o rasto. Ainda se especulou que teriam algum relacionamento, mas os antecedentes de Omar, ou Pascal, esclareceram as dúvidas.

"É pena que não o tenham detido antes de fazer algum mal. Isto podia ter sido evitado". Isto é a violação. As palavras são de Iván Rivera, presidente da Associação de Moradores de Raval.

"Chamámos a polícia e dissemos que este senhor estava mal da cabeça, que tinha de ser detido, mas não fizeram nada", acrescentou Iván, em declarações ao "El Espanhol". O mesmo jornal detalha algumas das ações de Pascal, ou Omar, ou Sebi, que deixaram os moradores de Raval em sobressalto, nos dias que antecederam a violação da portuguesa, no sábado, culminado duas semanas problemáticas.

No dia 12, insultou e perseguiu moradores e fez um fogo com pneus, afetando todo um edifício. No dia seguinte, pelas seis da manhã, voltou a queimar pneus e meteu um colchão de espuma por um buraco para aumentar o fogo. A polícia foi chamada e foi detido. Saiu pouco depois em liberdade.

Uma semana depois, foi visto pelos moradores, ensanguentado. A polícia voltou a ser chamada. Foi detido, pela terceira vez em pouco tempo, agora como presumível autora da violação de uma mulher portuguesa, de 37 anos. A mais bárbara violação de que há memória no muito turístico bairro de Raval.