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Obama afirma que EUA "cortaram cabeça" da al-Qaeda

Obama afirma que EUA "cortaram cabeça" da al-Qaeda

O presidente norte-americano afirmou, esta sexta-feira, que, com a morte de Osama bin Laden, foi "cortada a cabeça à al-Qaeda", prova do sucesso da estratégia norte-americana para erradicar o terrorismo, que ainda vai exigir "uma luta muito dura".

Depois de na quinta feira ter prestado uma homenagem solene às vítimas dos atentados de 11 de Setembro de 2001 em Nova Iorque, Barack Obama deslocou-se, esta sexta-feira, a Fort Campbell, no Estado do Kentucky, para "apertar a mão" dos homens da força especial que matou Bin Laden no Paquistão no domingo, e falar a militares regressados de combate.

"Vamos acabar por derrotar a al-Qaeda. Cortámos-lhe a cabeça, e vamos finalmente derrotá-la", afirmou Obama.

"Mesmo antes da operação desta semana, tínhamos colocado sob a liderança da al-Qaeda maior pressão do que nunca desde o 11 de Setembro, em ambos os lados da fronteira [do Afeganistão e Paquistão]. A nossa estratégia está a funcionar e não há melhor prova disso do que ter sido feita justiça com Bin Laden", adiantou.

Apresentado pelo vice-presidente Joe Biden como autor de "uma das decisões mais corajosas da história" dos Estados Unidos, Obama subiu ao palco de camisa e gravata, depois de cumprimentar sorridente e efusivamente os soldados da 101.ª Divisão Aerotransportada, que tem estado envolvida em operações no Iraque e Afeganistão.

"Quis vir aqui apertar mãos. Dizer obrigado em nome da América. Foi uma semana histórica na vida da nossa nação", afirmou.

Longe das câmaras, Obama encontrou-se com a equipa das forças especiais (Seals 6) que conduziu o ataque em Abottabad, Paquistão, em que foi morto o líder da al-Qaeda, dado que as identidades dos seus elementos são um segredo.

"Treinaram incansavelmente para esta missão. Quando dei a ordem, estavam prontos. Nos últimos dias, o mundo todo soube o quão preparado estavam. Estes americanos fizeram uma das melhores operações militares e de informações da história. O terrorista que atacou a nossa nação a 11 de Setembro nunca mais vai ameaçar a América", afirmou.

"Mas não vos quero enganar. Isto continua a ser uma luta muito dura. Vocês sabem isso", afirmou o presidente norte-americano.

Os progressos feitos no terreno, para desalojar os talibã e a al-Qaeda no Afeganistão e nas zonas de fronteira com o Paquistão permitem passar a uma "nova fase", que passa pela transferência de responsabilidades para as forças afegãs e retirada das tropas norte-americanas, sublinhou.

"A essência da América, os valores que nos definem não só perduram, são mais fortes que nunca. (...) A nação que ousa sempre sonhar, que está disposta a tomar riscos. Não há nada que não possamos fazer juntos, quando nos lembramos o que somos", disse Obama.

Antes de Fort Campbell, Obama visitou a empresa Allision Transmissions, em Indianápolis, no dia em que foram divulgadas estatísticas dando conta da criação de emprego acima das expectativas.

Contudo, a taxa de desemprego subiu marginalmente, dado o maior número de pessoas à procura de trabalho.