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Obama decidiu uso da força contra a Síria e vai pedir o apoio do Congresso

Obama decidiu uso da força contra a Síria e vai pedir o apoio do Congresso

O presidente dos EUA, Barack Obama, decidiu que vai usar a força contra a Síria. O prémio Nobel da Paz 2009 diz que vai requerer a aprovação dos americanos, através do Congresso, e que o ataque será quando achar conveniente: amanhã ou dentro de um mês.

"Decidi que os EUA devem agir militarmente contra alvos do regime sírio", disse Barack Obama. "O regime de Assad tem de ser responsabilizado pelo uso de armas químicas", justificou o presidente norte-americano, numa comunicação ao país, este sábado, em Washington, nos EUA.

Barack Obama reiterou a ideia de que não será uma invasão à Síria, que não haverá tropas no terreno e que se tratará de uma ação incisiva a alvos bem definidos.

Segundo Obama, o ataque ocorrerá quando os EUA acharem conveniente. "Estamos preparados para atacar quando escolhermos. A acção pode ocorrer amanhã, na próxima semana ou no próximo mês", argumentou.

Recordando que preside à mais antiga república constitucional do Mundo, Obama disse que "vai pedir autorização para o uso da força aos representantes do povo americano no Congresso" dos EUA.

O Congresso está de férias até 9 de setembro, o que parece afastar a perspetiva de uma ação militar iminente contra o regime de Bashar al-Assad.

Obama não se referiu a qualquer sessão extraordinária do Congresso e explicou que manteve contactos com dirigentes parlamentares que concordaram em debater este assunto no recomeço dos trabalhos.

Antes de anunciar a decisão, o presidente dos EUA repetiu os números avançados, sexta-feira, pelo secretário de Estado, John Kerry: mais de 1400 mortos, centenas deles crianças, num ataque com armas químicas de Assad ao próprio povo.