Investigação

Onda misteriosa de mortes na República Dominicana já fez seis vítimas

Onda misteriosa de mortes na República Dominicana já fez seis vítimas

As autoridades norte-americanas confirmaram morte de mais um turista na República Dominicana, elevando para seis o número de vítimas dos EUA naquele país desde o início do ano.

Joseph Allen, de 55 anos, natural de Nova Jérsia, foi encontrado sem vida no seu quarto de hotel, na República Dominicana, no passado dia 13, asseguram fontes familiares ao "NBC Washington".

O homem estava em Sosua, para o aniversário de um amigo, desde o dia 9 de junho. Ter-se-á sentido mal no dia antes da morte e foi para o quarto descansar. Na manhã seguinte, os amigos, estranhando a sua ausência, pediram aos empregados para o irem acordar. "O meu irmão estava deitado no chão, entre o quarto e a casa de banho, já sem vida", disse, ao mesmo portal, Jason Allen.

O filho mais velho de Joseph, com 23 anos, estava a caminho da República Dominicana para celebrar o dia do pai com o progenitor quando soube de triste notícia. Até ao momento, ainda não são conhecidas as causas da morte.

A família está agora a tratar dos procedimentos legais para levar o corpo de Joseph para os EUA de forma a realizar as cerimónias fúnebres.

FBI investiga mortes misteriosas

Desde abril, o número de norte-americanos que perderam a vida na República Dominicana vai já nos seis. A estes casos juntam-se mais dois registados durante 2018. O FBI já se juntou às autoridades locais para tentar compreender o que pode estar por trás deste número anormal de mortes.

Segundo escreve o "New York Post", as mortes poderão estar relacionadas com bebidas alcoólicas contrafeitas que são vendidas nos hotéis daquele famoso destino turístico. As autoridades estão concentradas em apurar o tipo de bebida que as vítimas ingeriram antes de morrerem. De acordo com a mesma publicação, o FBI já terá mesmo recolhido amostras de sangue das pessoas que morreram para serem analisadas nos EUA.

As autoridades dominicanas, empenhadas em afastar qualquer crise no turismo, garantem que as mortes são casos isolados. Uma posição igualmente assumida pelos hotéis onde as vítimas morreram, que se prontificaram em explicar que as mortes foram acidentais.

Além da nacionalidade - norte-americana -, as vítimas apresentam outros traços comuns. São adultos saudáveis que consumiram alguma bebida do minibar antes de ficarem doentes. Ao "New York Post", Lawrence Kobilinsky, especialista em medicina forense, referiu que os sintomas apontam para o possível envenenamento com metanol ou pesticidas.

As vítimas dos últimos meses

Segundo o jornal "The Independent", a primeira vítima, em 2019, data de abril. Robert Wallace, de 67 anos, da Califórnia, ficou doente, após ter bebido whiskey, no Hard Rock Hotel. No mesmo mês, John Corcoran morreu depois de um ataque cardíaco.

Um mês mais tarde, Miranda Schaup-Werner, que estava instalada com o marido no Luxury Bahia Principe Bouganville, morreu depois de ter ficado doente após ter consumido uma bebida no minibar do quarto. Apenas cinco dias depois, Edward Homes, de 63 anos, e Cynthia Day, de 49, foram encontrados mortos no quarto de hotel do resort Grand Bahia Principe.

A estes casos, juntam-se mais dois, em 2018. Yvette Monique, de 51 anos, morreu em Punta Cana, no hotel Bahia Principe, um mês ants de David Harrison, de 45, ter morrido de ataque cardíaco no Hard Rock Cafe.