Polémica

Polícia interrompe orgia gay em casa do Vaticano

Polícia interrompe orgia gay em casa do Vaticano

A polícia do Vaticano terá interrompido, no mês passado, uma orgia homossexual num apartamento pertencente à Congregação para a Doutrina da Fé, encarregada, entre outras incumbências, do combate aos escândalos de abusos sexuais de menores por membros do clero.

O alegado ocupante do apartamento, divulgou a imprensa italiana esta quarta-feira, será o monsenhor Luigi Capozzi, secretário do cardeal Francesco Coccopa­l­merio, que é, por sua vez, o responsável pelo Conselho Pontifical de Textos Legislativos - uma espécie de tribunal constitucional da Santa Sé - e conselheiro do Papa Francisco.

Capozzi, de 50 anos, ordenado sacerdote em 1992, terá sido recomendado para bispo, noticiou o italiano "Il Fatto Quotidiano", que levantou as suspeitas sobre um homem com vícios que são manchas nas vestes sacerdotais.

Numa operação em junho, motivada por queixas de vizinhos que estranhavam o constante movimento de entradas e saídas noturnas do apartamento, no Palácio do antigo Santo Ofício, a Polícia terá dado de caras com um cenário de obscenidade com drogas à mistura entre sacerdotes. Capozzi terá sido detido e levado para a clínica Pio XI, em Roma, para ser submetido a desintoxicação, e, posteriormente, para um mosteiro onde recolheu em retiro. Agora, estará na Policlínica Agostino Gemelli.

Em poucos dias, este é o segundo escândalo sexual dentro do Vaticano. Na quinta-feira, o cardeal George Pell, responsável pela Secretaria da Economia do Vaticano e principal conselheiro financeiro do Papa, foi acusado de crimes de abuso sexual de menores na Austrália. Pell, intimado a comparecer em tribunal dentro de dias, negou "vigorosamente" as acusações.