Venezuela

Os países que apoiam Guaidó e os que estão com Maduro

Os países que apoiam Guaidó e os que estão com Maduro

Juan Guaidó recebeu esta segunda-feira novos apoios internacionais, incluindo de Portugal, como presidente interino da Venezuela até à convocação de eleições presidenciais.

Estes acontecimentos, indica a agência noticiosa Efe, foram confirmados poucas horas depois de ter expirado o ultimato, que alguns Estados membros da União Europeia estabeleceram ser de oito dias, para que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, convocasse eleições livres e democráticas.

Maduro tinha rejeitado a possibilidade de abandonar o poder ou de convocar novas eleições presidenciais, ao sublinhar "não aceitar ultimatos de ninguém".

Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi o primeiro dirigente a reconhecer Guaidó como presidente legítimo "interino" do país sul-americano, minutos após se ter autoproclamado presidente venezuelano em 23 de janeiro.

Canadá

O primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, também foi um dos primeiros países a expressar apoio ao "presidente interino", ao reconhecê-lo oficialmente também em 23 de janeiro.

Brasil

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, colocou-se de seguida ao lado de Guaidó para "o regresso da democracia à Venezuela".

Colômbia

O presidente da Colômbia, Ivan Duque, partilhou a decisão de apoiar Guaidó um dia após a sua proclamação.

OEA

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, felicitou Guaidó pela sua decisão e indicou que o "relógio" da saída da Venezuela do organismo "já parou" a partir do momento em que Guaidó se autoproclamou presidente interino. A OEA congrega os 35 Estados independentes das Américas.

Grupo de Lima

Os países do Grupo de Lima (Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai e Peru) também se juntaram aos primeiros países a reconhecer Guaidó.

Portugal

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva anunciou que o Governo português decidiu reconhecer e apoiar a legitimidade do presidente da Assembleia nacional venezuelana, Juan Guaidó, como Presidente interino do país, "com o encargo de convocar e organizar eleições presidenciais livres, inclusivas e conformes às práticas democráticas internacionalmente aceites, nos termos previstos pela Constituição venezuelana".

Alemanha

A chanceler Ângela Merkel também manifestou hoje o seu apoio a Guaidó, que reconheceu como "presidente interino" da Venezuela.

Espanha

O chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, anunciou numa declaração institucional que reconhece oficialmente Guaidó "como "presidente interino" da Venezuela.

Reino Unido

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, Jeremy Hunt, reconheceu Guaidó, através de uma mensagem Twitter, como "presidente constitucional interino" da Venezuela até à convocação de novas eleições presidenciais, após verificar que Nicolás Maduro "não convocou eleições no prazo de oito dias que estabelecemos".

França

O presidente francês, Emmanuel Macron, através de uma mensagem em francês e espanhol no Twitter. também anunciou que o seu país reconhece Guaidó como "presidente interino" com a missão de "organizar um processo eleitoral".

Suécia

A chefe da diplomacia sueca, Margot Wallström, pronunciou-se por uma solução pacífica da crise na Venezuela e revelou que "consideramos Guaidó como legítimo presidente interino".

Dinamarca

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca, o ultraliberal Anders Samuelsen, notificou o "apoio total" a Guaidó na "luta pela democracia do povo venezuelano".

Áustria

O chanceler austríaco, o democrata-cristão Sebastian Kurz, anunciou em mensagem no Twitter, em espanhol, o reconhecimento de Guaidó como presidente interino da Venezuela, pelo facto de "o regime de Maduro se ter negado até esta data a aceitar eleições presidenciais livres e justas".

República Checa

O governo de centro-esquerda de Praga, após proposta do chefe da diplomacia Tomas Petricek, decidiu reconhecer Maduro como "presidente interino" venezuelano.

Países Bálticos

Os governos dos três países Bálticos (Estónia, Letónia e Lituânia) reconheceram Guaidó como "presidente interino", com o objetivo de preparar eleições presidenciais "limpas e democráticas". Em comunicado, o MNE da Estónia, Sven Mikser, considerou que "as presidenciais de maio do ano passado não foram limpas nem de acordo com os padrões internacionais".

Finlândia

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Finlândia, Timo Soini, também anunciou através da rede social Twitter o apoio a Guaidó como "presidente interino do país sul-americano, com o objetivo de apoiar o "processo constitucional" na Venezuela.

Parlamento Europeu

O Parlamento Europeu reconheceu Guaidó em 31 de janeiro através de uma resolução aprovada pela maioria dos eurodeputados e dos seus quatro principais partidos.

Itália

Apesar de não reconhecer Guaidó como presidente interino, o Governo italiano também referiu que "nunca reconheceu as eleições presidenciais de maio de 2018 [que conduziram Nicolás Maduro] e renova a necessidade de convocar o mais rapidamente eleições presidenciais", de acordo com uma declaração emitida sexta-feira pela presidência do Conselho de ministros.

Grécia

Em 29 de janeiro, o ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros, Georges Katrougalos, referiu que o seu Governo "está firmemente convencido o diálogo político constitui a única forma de ultrapassar os diferendos".

Rússia

O Kremlin acusou os países da União Europeia que reconheceram Guaidó como presidente interino de ingerência "direta e indireta" nos assuntos internos na Venezuela.

China

Após a autoproclamação de Guido como presidente, a China exprimiu apoio ao Governo de Maduro e censurou a "intrusão nos assuntos internos" no país sul-americano por parte dos Estados Unidos, apesar de manter contactos com as suas partes.

Índia

O Governo da Índia recusou reconhecer Guaidó como "presidente interino" e um porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros considerou que "cabe aos venezuelanos resolver as suas diferenças através de um diálogo construtivo e sem regresso à violência".

Cuba

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, transmitiu o seu "apoio e solidariedade" a Maduro face "as tentativas imperialistas para desacreditar e desestabilizar a Revolução Bolivariana".

Bolívia

O presidente da Bolívia, Evo Morales, solidarizou-se em 28 de janeiro com Maduro face ao que definiu como "tentativa do imperialismo" de "ferir de morte" a democracia na América do Sul.

Nicarágua

Em comunicado, o Executivo liderado por Daniel Ortega assinalou que "somos todos Venezuela" e que a América Latina e as Caraíbas "reivindicam dignidade de grandeza face ao império" norte-americano.

Turquia

Ibrahim Kalin, porta-voz da presidência da Turquia, informou que o presidente Recep Tayyip Erdogan, contactou Maduro por telefone e exprimiu o apoio da Turquia ao referir-lhe: "Maduro irmão! Mantém-te firme, estamos contigo".

Irão

O Irão apoiou o Governo de Maduro contra "a ilegítima ingerência externa", em particular dos Estados Unidos.

Namíbia

O Governo da Namíbia rejeitou a "injustificada interferência" de potências estrangeiras "nos assuntos internos da Venezuela" e considera que o presidente Nicolás Maduro venceu as últimas eleições de acordo com lei do país sul-americano. O país da África austral pediu à comunidade internacional que "permita ao povo de Venezuela resolver os seus assuntos internos de forma amigável e pacífica no respeito pela Constituição" e pediu aos países estrangeiros "que sejam imparciais e não apoiem grupos".

México e Uruguai

O México, e o Uruguai, mantiveram a neutralidade e convocaram uma conferência internacional em Montevidéu para 07 de fevereiro com o objetivo de garantir uma solução pacífica e democrática para o conflito na Venezuela, que será referendada pelo Grupo de Contacto internacional.

Vaticano

O Papa Francisco manifestou que "seria uma imprudência pastoral e causaria prejuízo" colocar-se ao lado de uma ou de outra parte, e no dia 28 de janeiro ofereceu a sua ajuda, apesar de referir que o "assusta um possível derramamento de sangue".