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Outra mulher queixa-se de Strauss-Khan por alegada agressão sexual

Outra mulher queixa-se de Strauss-Khan por alegada agressão sexual

Os problemas com a justiça do director do FMI podem cruzar o Atlântico. Detido nos EUA sob acusação de agressão sexual, Dominique Strauss-Khan arrisca um processo idêntico em França. O caso tem 10 anos, mas veio a lume esta segunda-feira, dia em que DSK será presente a tribunal em Nova Iorque.

A jornalista e escritora Tristane Banon pondera apresentar uma queixa formal na Justiça contra Strauss-Khan. Segundo o advogado, a mulher queixa-se de uma alegada agressão sexual perpetrada pelo director do Fundo Monetário Internacional (FMI).

"Estamos a considerar a possibilidade de apresentar uma queixa", disse David Koubbi, o advogado de Tristane Banon. A jornalista queixa-se de uma alegada agressão sexual que terá ocorrido há 10 anos, durante uma entrevista ao director do FMI, num apartamento.

Tristane Banon abordou o caso, em Fevereiro de 2007, durante uma emissão de televisão, referindo-se ao actual director do FMI como "um chimpanzé com cio".

O director do FMI encontra-se sob custódia policial no norte de Manhattan, depois de ter sido acusado na madrugada de domingo de agressão sexual, tentativa de violação e sequestro de uma empregada de hotel no quarto onde estava hospedado em Nova Iorque.

Dominique Strauss-Khan vai comparecer no tribunal criminal de Nova Iorque apenas durante o dia de segunda-feira para conhecer a acusação de que é alvo, disse o advogado.

Depois de quase quatro horas no tribunal de Manhattan, onde Strauss-Khan foi esperado todo o dia de domingo, o advogado William Taylor saiu para informar os jornalistas do adiamento, motivado por novas análises para recolha de provas, a pedido do procurador.

O Wall Street Journal, que cita fontes policiais, avança que a polícia pediu um mandado de busca para fazer um exame corporal a Strauss-Khan, para detectar arranhões ou vestígios de ADN da alegada vítima.

O director do FMI "consentiu a realização do exame científico e forense esta noite, a pedido", afirmou Taylor.

Os advogados do director do FMI já fizeram saber que se vai declarar inocente.

Após a audiência de hoje, outro advogado, Benjamin Brafman, afirmou que Strauss-Khan "vai defender-se vigorosamente" das acusações de que é alvo e que "nega quaisquer actos ilícitos".

Adiantou que o director do FMI está "cansado, mas bem".

Na sessão de segunda feira, o director do FMI será informado das acusações de que é alvo e o juiz decidirá se vai ser libertado sob fiança, e em que montante.

Será ainda informado se o caso será ouvido por um comité de jurados ("Grand Jury"), que declarações prestadas à polícia serão consideradas e se foi identificado por testemunhas, de acordo com o gabinete do Procurador de Nova Iorque.

No domingo, a alegada vítima, de 32 anos, identificou o alegado agressor.

O Fundo Monetário Internacional adiou também para segunda feira a reunião informal do Conselho de Administração para prestar informações sobre a detenção do seu director.

A direcção está entregue ao director adjunto John Lipsky, banqueiro norte-americano.

O FMI divulgou também na noite de domingo um comunicado em que afirma que está "totalmente operacional e em funcionamento", apesar da detenção.

Strauss-Khan foi desembarcado na madrugada de sábado para domingo pela polícia nova-iorquina de um avião da Air France, com destino a Paris e minutos antes de descolar, e posteriormente conduzido ao comissariado de polícia no norte de Manhattan.

De acordo com informação avançada pelo Wall Street Journal, foi o próprio Strauss-Khan que conduziu a polícia a si, ao ligar para o hotel a pedir para que lhe fosse feito chegar o seu telemóvel, que havia esquecido no quarto onde se deu a alegada tentativa de violação da empregada.