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Espanha

Sánchez falhou investidura

Sánchez falhou investidura

Pedro Sánchez não foi, esta quinta-feira, reconduzido enquanto primeiro-ministro espanhol, depois de o Unidas Podemos, de Pablo Iglesias, ter mantido a intenção de se abster.

O parlamento espanhol chumbou hoje, pela segunda vez esta semana, a recondução como primeiro-ministro do socialista Pedro Sánchez, que agora tem até 23 de setembro para fazer uma nova tentativa, antes da marcação de eleições antecipadas para novembro.

Na segunda votação de investidura, que teve lugar ao início desta tarde, Pedro Sánchez recebeu o apoio de 124 deputados, o voto contra de 156 e a abstenção de 66. Na terça-feira passada, Pedro Sánchez tinha somado 124 votos a favor, 170 contra e 52 abstenções.

Felipe VI terá agora de decidir se vai voltar a convidar o primeiro-ministro do executivo de gestão para ser candidato a ser investido, o que deverá acontecer, visto Sánchez ser o líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), o mais votado (28%) nas eleições de 28 de abril.

Se o líder socialista aceitar, pela segunda vez, ser o candidato proposto pelo rei, terá até 23 de setembro próximo para chegar a uma maioria. Se falhar mais uma vez, os espanhóis serão chamados às urnas no dia 10 de novembro, pela quarta vez nos últimos quatro anos.

PSOE e Unidas Podemos, que tentaram formar um Governo de coligação nos últimos dias, acusaram-se mutuamente pelo falhanço das conversações que levaram ao resultado de hoje.

Pedro Sánchez criticou o líder do Unidas Podemos, Pablo Iglesias, por ser o principal responsável pelo insucesso, ao ter recusado a última proposta feita, e lamentou que se tenha desvanecido a "oportunidade histórica" de formar um Governo das esquerdas. O ex-candidato socialista também acusou Iglesias de ter impedido, mais uma vez, a sua investidura, uma referência a uma situação idêntica que teve lugar em 2016.

Por seu lado, o líder da esquerda fez, no debate que houve antes da votação, uma última proposta, assegurando que ainda podia haver um acordo, se Sánchez aceitasse dar ao Unidas Podemos mais competências em políticas ativas de emprego a troco deste partido renunciar ao Ministério do Trabalho.

O líder do Partido Popular (direita), Pablo Casado, considerou que a tentativa de ser reconduzido de Pedro Sánchez tinha sido "a história de um grande fracasso" e acusou-o de ser o protagonista de um espetáculo "vergonhoso", pela forma como correram as conversações com a extrema-esquerda.