Málaga

Polícia espanhola propõe acusação a autor do furo e a tio de Julen

Polícia espanhola propõe acusação a autor do furo e a tio de Julen

A Guardia Civil vai pedir a acusação dos responsáveis pelo furo aberto em Totalán, Málaga, e das obras posteriores que levaram à remoção da pedra usada para tapar o poço em que caiu e morreu Julen Rosselló, de dois anos.

A notícia está a ser avançada pelo jornal espanhol "El Mundo", que cita fontes da Guardia Civil para garantir que António Sánchez, que fez o furo, e o tio de Julen vão ser acusados, podendo incorrer num julgamento por homicídio negligente, cuja pena vai até aos quatro anos de prisão.

As autoridades estão concentradas em determinar o grau de responsabilidade do proprietário do terreno onde o poço foi feito, que é tio da criança, e de Antonio Sánchez, responsável pela perfuração de vários furos ilegais naquela zona. Os dois podem incorrer numa pena de até quatro anos de prisão, acusados de homicídio por negligência.

A juíza, María Elena Sancho, tem um relatório detalhado do Serviço de Proteção da Natureza (Seprona), da Guardia Civil e da Polícia Judiciária de Vélez- Málaga. Nos documentos ficou provado que tanto o poço, aberto a 18 de dezembro, como as obras que se realizaram nos dias anteriores à queda de Julen não tinham autorização.

"Será o juiz a determinar, mas conseguimos compreender que o dono do terreno estava consciente da existência do poço, autorizando, ainda assim, as obras ilegais que motivaram o deslocamento da pedra que tapava o furo. Organizou um encontro com familiares, juntando várias crianças, sem colocar qualquer sinalização no local", explicou, ao "El Mundo", fonte próxima ao processo.