Espanha

PP queria imigrantes ilegais grávidas protegidas da expulsão mas medida já existe

PP queria imigrantes ilegais grávidas protegidas da expulsão mas medida já existe

Um projeto de lei que mistura áreas inconfundíveis, uma apresentação mal explicada e uma interpretação errónea atiraram o líder do Partido Popular (conservador, oposição), Pablo Casado, para o centro da polémica a escassas semanas das legislativas antecipadas em Espanha.

Desta feita, propõe-se que as imigrantes ilegais grávidas que queiram entregar os filhos à adoção sejam protegidas da expulsão enquanto durar a gestação.

As acusações de políticos opositores não tardaram: os populares foram rotulados de "sequestradores de crianças" e "fascistas" com "propostas políticas xenófobas, inaceitáveis, indignas e cruéis". "Fake news", reagiu Pablo Casado, garantindo que nunca o PP quis propor que ilegais fossem legalizadas em troca da entrega de filhos à adoção.

"O que o PP propõe - e que já se faz na Comunidade de Madrid - é que as mães grávidas que decidem entregar o filho à adoção em vez de abandoná-lo vejam absolutamente garantida a confidencialidade e os mesmos direitos, estejam regularizadas ou não", explicou o líder popular.

Premissa errada

Ora, recorda o "El País", em Espanha "já não se expulsam grávidas, nem se partilham dados entre médicos e polícia para, por exemplo, proceder à expulsão", uma partilha que, aliás, era precisamente uma das propostas para a política imigração apresentada pela extrema-direita no pacto para ajudar o PP a formar governo na Andaluzia.

O problema do projeto de lei de Casado, que versa sobre o apoio à maternidade, é misturar as questões do aborto, da imigração ilegal, das adoções e da situação económica.

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