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Presidente da Ucrânia diz que foi "ato terrorista"

Presidente da Ucrânia diz que foi "ato terrorista"

O presidente ucraniano Petro Poroshenko considera que a queda de um avião das linhas aéreas da Malásia, esta quinta-feira, no leste da Ucrânia, "é um ato terrorista" dos separatistas pró-russos.

O presidente ucraniano Petro Poroshenko não exclui a hipótese de o avião das linhas aéreas da Malásia que, esta quinta-feira, se despenhou no leste da Ucrânia, tenha sido "abatido".

"Não excluímos que este avião [malaio] possa ter sido abatido e sublinhamos que as forças armadas ucranianas não efetuaram disparos suscetíveis de atingir alvos nos ares", acrescentou, antes de apresentar as condolências às famílias das vítimas.

"É o terceiro caso trágico nos últimos dias, após os aviões Na-26 e Su-25 das forças armadas ucranianas, abatidos a partir de território da Rússia", declarou Poroshenko num comunicado da Presidência.

O presidente ucraniano é claro: "não é um incidente, não é uma catástrofe, é um ato terrorista", escreveu o seu porta-voz no Twitter.

Previamente, o embaixador da Rússia nas Nações Unidas, Vitaly Tchourkine, já tinha rejeitado as acusações de Kiev, enquanto um responsável do Ministério russo da Defesa considerava "absurdas todas as acusações precedentes formuladas por Kiev contra a Rússia".

As linhas aéreas malaias já confirmaram que o aparelho que se despenhou, mas sem indicar as razões, segundo um comunicado do conselho de administração da empresa citado pela AFP.

"O número de vítimas é ainda desconhecido", refere o comunicado, precisando que o avião se despenhou numa zona controlada pelos separatistas pró-russos.

O aparelho, um Boeing-777 da Malaysia Airlines, que fazia a ligação entre Amesterdão e Kuala Lumpur, desapareceu dos radares da Ucrânia a uma altitude de 10 mil metros, segundo fontes policiais ucranianas citadas pela agência noticiosa russa Interfax.

O aparelho perdeu a comunicação com terra na região oriental de Donetsk, perto da cidade de Shaktarsk, e palco de combates entre forças governamentais ucranianas e rebeldes federalistas pró-russos.