Ucrânia

Primeiro-ministro ucraniano acusa Rússia de tentar desmembrar o país

Primeiro-ministro ucraniano acusa Rússia de tentar desmembrar o país

O primeiro-ministro ucraniano, Arseni Yatseniouk, acusou, esta segunda-feira, a Rússia de ter colocado em prática "um plano para desmembrar a Ucrânia" através de incidentes no Este do país.

Estes incidentes são parte de "um plano em que o exército estrangeiro passa a fronteira e invade o território ucraniano", afirmou Yatseniouk, garantindo que não vão permitir tal ação, durante uma reunião de gabinete transmitida em direto na televisão.

"Este cenário é pensado pela Federação Russa e o seu único objetivo é desmembrar a Ucrânia. Todos se dão conta que está em marcha um plano contra a Ucrânia, contra [as cidades de] Donetsk, Lugansk e Jarkov. Um plano de desestabilização, para que as tropas estrangeiras [russas]cruzem a fronteira e ocupem o território do país", disse o chefe do Governo, na abertura da sessão parlamentar.

O governante vincou que as autoridades não vão permitir que o cenário evolua, e como tal, acrescentou, o vice-primeiro ministro, Vitali Yarema, deslocou-se a Donetsk, principal cenário das manifestações pró-russas por estes dias .

Enquanto isso, o ministro do interior, Arsen Avako, foi enviado a Jarkov, onde os manifestantes assaltaram e tomaram a sede do Governo regional, que mais tarde foi desocupada.

Além disso, vários altos cargos dos serviços secretos ucranianos viajam, esta segunda-feira, para Lugansk, cidade na qual os grupos pró-russos também se manifestaram domingo e tomaram o controlo das sedes do Governo regional e do Serviço de Segurança da Ucrânia.

A ex-primeira ministra e candidata à presidência ucraniana Yulia Timoschenko qualificou de "agressão à Ucrânia" a tomada dos edifícios oficiais nas cidades orientais do país.

Timoshenko anunciou que vai deslocar-se de imediato à cidade de Donetsk.

O primeiro-ministro Yatseniuk desmentiu também as informações sobre a retirada das tropas russas das imediações das fronteiras ucranianas.

"Até ao momento ninguém retirou as tropas, estas permanecem a uma distância de 30 quilómetros das fronteiras da Ucrânia", afirmou.