Cronologia

Principais momentos da vida política de Michel Temer

Principais momentos da vida política de Michel Temer

O ex-presidente brasileiro Michel Temer foi detido quinta-feira, no âmbito da operação Lava Jato, acusado de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, obstrução de justiça e de ser "líder de uma organização criminosa".

Segue-se a cronologia dos principais momentos da vida política de Michel Temer, em particular da sua presidência e ligação ao processo Lava Jato:

1970: assumiu o lugar de procurador do Estado de São Paulo.

1978: chegou ao cargo de procurador-chefe da Empresa Municipal de Urbanização de São Paulo.

1981: inscreveu-se no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), o partido que abrigou vários opositores do regime militar de 1964.

1983: foi nomeado procurador-geral do Estado de São Paulo.

1984: assumiu o lugar de secretário da Segurança Pública de São Paulo.

1987: foi eleito deputado federal por São Paulo.

1997: foi eleito presidente da Câmara de deputados.

2001: foi eleito presidente do PMDB.

2002: foi reeleito deputado federal por São Paulo.

2003: integrou a comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, na Câmara de Deputados.

2007: foi reeleito presidente do PMDB.

2009: foi eleito "parlamentar mais influente" do Congresso Nacional.

2011: foi eleito vice-presidente de Dilma Rousseff.

2014: foi reeleito vice-presidente de Dilma Rousseff.

31 de agosto de 2016: com o 'impeachment' de Dilma Rousseff, tomou posse como Presidente do Brasil.

17 de maio de 2017: o jornal O Globo revela a existência de um registo comprometedor, em que Temer parece aceitar do dono da empresa de carnes JBS, Joesley Batista, a proposta de pagamento de subornos.

26 de junho de 2017: foi denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, sendo o primeiro presidente do Brasil a responder por crime durante o seu mandato.

O presidente foi acusado de ter recebido dinheiro da empresa de construção Odebrecht, num relatório que a Polícia Federal entregou ao Supremo Tribunal Federal.

Além de Michel Temer, foram também acusados de corrupção passiva o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o ministro das Minas e Energia, Moreira Franco.

2 de agosto de 2017: a Câmara de Deputados evitou que Temer fosse a julgamento pelos crimes de que era acusado.

14 de setembro de 2017: foi acusado de "obstrução à justiça e de participação em organização criminosa".

5 de setembro de 2018: a Polícia Federal concluiu o inquérito de investigação a Michel Temer e vários dirigentes do PMDB.

De acordo com as conclusões do inquérito, um grupo de altos dirigentes do PMDB, conhecido como "quadrilhão do PMDB", teria recebido mais de 587 milhões de reais (mais de 130 milhões de euros) em 'luvas'.

1 de janeiro de 2019: aos 78 anos, abandonou o cargo de presidente do Brasil, entregando o lugar a Jair Bolsonaro, com uma taxa de popularidade de 9%, a mais baixa da história da República brasileira.

21 de março de 2019: foi detido, no âmbito da investigação no caso Lava Jato, lançada em 2014.