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Escândalo

Príncipe André "chocado" após ser "apanhado" na mansão dos abusos de Epstein

Príncipe André "chocado" após ser "apanhado" na mansão dos abusos de Epstein

O príncipe André diz estar "chocado" depois de terem sido reveladas imagens suas na mansão do milionário Jeffrey Epstein, que foi detido por tráfico de menores com objetivos sexuais.

Num vídeo divulgado em exclusivo pelo jornal britânico "The Mail on Sunday", o príncipe André de Inglaterra aparece à porta da mansão do milionário norte-americano Jeffrey Epstein, em Nova Iorque. As imagens datam de 6 de dezembro de 2010 e mostram o filho da rainha Isabel II a despedir-se de uma jovem mulher sem, no entanto, se expor demasiado, sendo visível através da porta semiaberta.

O Palácio de Buckingham fez saber que o príncipe André, de 59 anos, "está chocado" com as informações reveladas no âmbito da investigação ao seu amigo Jeffrey Epstein. "O duque de York está chocado pelas recentes revelações sobre os crimes cometidos por Jeffrey Epstein. Sua alteza despreza a exploração de qualquer ser humano e a insinuação de que ele perdoa, participa ou encoraja qualquer tipo de comportamento relacionado é horrível", referiu o Palácio num comunicado publicado, domingo, no "The Daily Telegraph".

Epstein, de 66 anos, suicidou-se a 10 de agosto na cela onde estava detido, no Metropolitan Correctional Center, em Manhattan, depois de ter sido acusado de envolvimento numa rede de tráfico de menores.

O milionário norte-americano já tinha sido condenado em 2008 por prostituição de menores. Dois anos depois, André e Epstein foram fotografados a passear no Central Park, revelando que a amizade entre os dois continuava. São também de 2010 as imagens de vídeo agora reveladas pelo "The Mail on Sunday".

Em 2015, o nome do príncipe André de Inglaterra foi mencionado num caso de alegado abuso sexual de menores nos Estados Unidos, envolvimento que foi desmentido pelo Palácio de Buckingham. Nessa altura, a norte-americana Virginia Roberts alegou, num documento apresentado num tribunal em West Palm Beach (Florida), que foi mantida como "escrava sexual" por Jeffrey Epstein, durante quatro anos, desde os seus 15 anos. No documento, a denunciante, entretanto a viver na Austrália, assegurou que foi forçada "em repetidas ocasiões" a ter relações sexuais com o duque de York entre 1999 e 2002.