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Putin refuta ideia de nova guerra fria com Ocidente

Putin refuta ideia de nova guerra fria com Ocidente

O presidente russo, Vladimir Putin, refutou a ideia de uma nova Guerra Fria com o Ocidente. Apesar dos "profundos desacordos", Putin afirmou acreditar ser possível obter consensos sobre a Ucrânia.

"Ainda há esperança de que alguns pontos de acordo podem ser encontrados com base no diálogo - que os nossos parceiros - graças a Deus - ainda não rejeitaram", são palavras do porta-voz de Putin, Dmitry Peskov, citadas pela agência oficial russa RIA.

"Acredito que ela (a Guerra Fria) ainda não começou e gostaria de acreditar que não irá começar", salientou Peskov.

O Kremlin revelou que Putin disse ao seu homólogo norte-americano que os EUA não devem sacrificar as relações bilaterais "por discrepâncias sobre determinados problemas internacionais, por muito significativos que sejam".

A declaração de Putin foi feita na conversa telefónica que manteve com Barack Obama a propósito da crise na Ucrânia.

"O presidente russo fez finca-pé na importância fundamental das relações russo-norte-americanas para a segurança e estabilidade no mundo", revelou uma nota oficial do Kremlin.

Na mesma conversa, Barack Obama comunicou a Vladimir Putin as sanções decididas pelo seu Governo como resposta à intervenção russa na Crimeia e segundo a Casa Branca insistiu num "caminho para solucionar " a crise na Ucrânia pela via "diplomática".

Entretanto, o Parlamento russo vai respeitar a "escolha histórica" da Crimeia no referendo que proporá aos eleitores a anexação daquela península ucraniana na Rússia, segundo afirmou, ontem, o presidente da Duma, a câmara baixa do Parlamento russo.

"Vamos respeitar a escolha histórica da população da Crimeia", referiu Sergei Naryshkin, citado pelas agências russas em Moscovo com uma delegação parlamentar da Crimeia.

Recorde-se que o Parlamento da Crimeia aprovou pedir a Putin a anexação daquela região à Federação Russa e antecipou o referendo sobre a autonomia para 16 de março.

Por seu turno, o presidente interino ucraniano, Oleksandr Turchinov, condenou "um crime contra a Ucrânia cometido pelos militares russos" e anunciou o início de um processo de dissolução do Parlamento da Crimeia.