EUA

Raptou, violou e obrigou enteada a casar quando tinha apenas 12 anos

Raptou, violou e obrigou enteada a casar quando tinha apenas 12 anos

Um homem norte-americano, que durante mais de duas décadas violou a enteada, que deu à luz oito crianças, foi condenado a prisão perpétua.

Com 63 anos, Henri Piette foi considerado culpado de ter raptado a sua enteada, violando-a e mantendo-a refém durante 20 anos. O homem raptou Rosalynn McGinnis quando esta tinha apenas 12 anos de idade, em 1997.

A rapariga foi mantida em cativeiro durante 19 anos, com o homem a viajar constantemente para o México para a esconder das autoridades. Rosalynn McGinnis, agora com 34 anos de idade, conseguiu fugir de Henri, em 2016, quando estavam todos a viver no México.

O homem foi condenado na semana passada a uma pena de prisão perpétua e considerado culpado do crime de violação e de ter viajado com uma menor com a intenção de a violar.

"A vítima passou por duas décadas de abusos horríveis. Foi graças à sua coragem que conseguiu escapar e resgatar as crianças", disse um dos procuradores a trabalhar no caso.

A revelação do drama na primeira pessoa

A mulher decidiu revelar a sua identidade, partilhando o drama por que passou com o Mundo. De acordo com o "The Sun", a mãe sabia dos abusos perpetuados pelo marido contra a filha. Rosalynn revelou que, em 1997, foi arrancada da escola por Henri, mudando a sua vida para sempre.

Segundo o FBI, pouco depois de ter sido raptada, foi apresentada aos filhos do raptor como sendo a sua nova mãe, sendo obrigada a casar, com apenas 11 anos, com o homem, sendo que a cerimónia ilegal foi levada a cabo pelo filho de Henri, de 15 anos.

A vítima deu à luz o primeiro filho quando tinha apenas 15 anos. Em 2016, dezanove anos depois de ter sido raptada, fizeram amizade com um casal, quando viviam no México.

O casal desenvolveu uma relação de amizade com Rosalyn e os seus oito filhos, mas as primeiras suspeições foram levantadas depois de Piette acidentalmente ter revelado a sua idade, 62 anos.

O casal ajudou-a a livrar-se do agressor e Rosalyn conseguiu regressar aos EUA com o apoio do Centro Nacional de Crianças Exploradas e Desaparecidas. O homem ainda esteve em fuga durante algum tempo, mas acabou detido em 2017, quando tentava entrar nos EUA.