Turquia

Riade nega ter dado ordens para matar jornalista saudita desaparecido

Riade nega ter dado ordens para matar jornalista saudita desaparecido

O ministro do Interior saudita negou, este sábado, as alegadas ordens para matar o jornalista desaparecido Jamal Khashoggi, crítico do governo, desaparecido desde 2 de outubro.

"O que tem circulado sobre ordens para matar [Jamal Khashoggi] são mentiras e alegações infundadas contra o Governo do Reino, que está comprometido com os seus princípios, regras e tradições, em conformidade com as leis e convenções internacionais", disse o príncipe herdeiro Abdel Aziz Ben Saud Ben Nayef, citado pela agência oficial SPA.

Este sábado, a diretora do FMI comentou o assunto e disse estar "horrorizada" com o desaparecimento do jornalista saudita.

Jamal Khashoggi, jornalista crítico do poder saudita e colaborador do diário norte-americano The Washington Post, não deu mais sinais de vida desde que entrou, a 2 de outubro, no consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia, para tratar da documentação necessária para casar com a namorada, cidadã turca.

Investigadores turcos disseram a responsáveis norte-americanos que dispõem de gravações vídeo e áudio que comprovam que ele foi interrogado, torturado, assassinado e desmembrado no interior do edifício por uma equipa da segurança saudita.

"[Os sauditas] gastam 110 mil milhões de dólares em equipamentos militares e em coisas que criam emprego no país. Não gosto da ideia de pôr fim a um investimento de 110 mil milhões de dólares nos Estados Unidos", resumiu o Presidente norte-americano, Donald Trump, na quinta-feira.